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terça-feira, 15 de outubro de 2013

TOME TUDO DE MIM - Vineyard






Tome tudo de mim, 



tome Seu lugar. 

Tome tudo de mim, 

tenho nada sem você. 

Meu coração vazio, 

nada no meu ser. 

Vivendo só pra mim, 

eu preciso de você.


Só você, Senhor, pode encher meu coração. 

Só você, dá razão pra viver 

Não quero mais viver só pra mim. 

Mais de você, 

menos de mim.

Só você, Senhor, pode encher meu coração. 

Só você, dá razão pra viver 

Não quero mais viver só pra mim. 

Mais de você, 
menos de mim.


Mais de Você...menos de mim...Mais de Você...

Até quando esperar?,,,,,

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

TE AMAR - Juninho Casimiro



Te amar te amar te amar e desprezar tudo que é meu 

Te amar te amar te amar e assim correr para tua cruz 

Pois nada mais necessito, só uma coisa é preciso

 Estar perto de ti, estar perto de ti


 E estar perto de ti, estar perto de ti ...



Te amar te amar te amar e me demorar junto a tua cruz 

Te amar te amar te amar e deixar tudo morrer tudo o que é meu 

Pois só tua graça me basta , Quero subir as montanhas

E te buscar meu Senhor, e te buscar meu senhor,

 E te buscar meu Senhor, e te buscar meu Senhor 

 Ficar aos pés da tua cruz 


Te olhar 


e ver que me olhas 

 E te amar meu Senhor, estar perto de ti 

 E e te buscar meu Senhor, te amar meu Jesus

A Cruz como ela é...




Estou tendo uma forte experiência com a Cruz nesses tempos. Experimento que a Cruz, de perto, não é tão bela quanto a minha imaginação supunha, ao desejá-la de longe. A Cruz é feia, áspera, rude. Ao mesmo tempo a cruz é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens. A cruz dos tempos romanos não sabia o que era fazer acordos; nunca fez concessões. 



Ela vencia todas as suas discussões matando seu oponente e silenciando-o para sempre. Não poupou a Cristo, mas assassinou-o violentamente como o fez aos demais. Ele estava vivo quando o penduraram naquela cruz e completamente morto quando o retiraram dali, seis horas depois. Isso era a cruz na primeira vez em que apareceu na história cristã...


A cruz sempre cumpre sua finalidade destruindo um padrão estabelecido, o da vítima, e criando outro padrão, o seu próprio. Assim, as coisas sempre saem como ela quer. Ela vence ao derrotar seu oponente e impor sua vontade sobre ele. A cruz sempre domina. Nunca entra em acordos, nunca faz trocas nem concessões, nunca cede um ponto a favor da paz. Ela não se importa com a paz; importa-se apenas em terminar mais rapidamente possível a oposição contra ela.

Com perfeito conhecimento de tudo isso, Cristo disse: 'Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me'. Então, a cruz não somente trouxe um fim à vida de Cristo, mas também à primeira vida, a vida velha, de cada um dos seus verdadeiros seguidores. A cruz destrói o padrão antigo, o padrão de Adão, na vida do discípulo de Cristo e o traz a um fim. Então, o Deus que ressuscitou Cristo dos mortos, ressuscita aquele que uniu-se a Cristo na Cruz, e uma nova vida começa.


Isso, e nada mais, é o verdadeiro seguimento de Cristo. A cruz nos desnuda em nossos idealismos e nos coloca à frente dos olhos a realidade da vida, que deve ser vista sob o prisma do olhar do amor: um amor que é tudo ou nada. Um amor como disse Kahlil Gibran, um poeta árabe:



"Quando o amor vos chamar, segui-o,Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos; E quando ele vos falar, acreditai nele, Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos. Como o vento devasta o jardim. Pois, da mesma forma que o amor vos coroa, Assim ele vos crucifica. E da mesma forma que contribui para vosso crescimento, Trabalha para vossa queda. E da mesma forma que alcança vossa altura E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol, Assim também desce até vossas raízes E as sacode no seu apego à terra. Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração. Ele vos debulha para expor vossa nudez. Ele vos peneira para libertar-vos das palhas. Ele vos mói até a extrema brancura. Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis. Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino.Todas essas coisas, o amor operará em vós".



A Cruz nos interpela a fazermos algo em relação a ela. Não nos permite que estejamos indiferentes. E só podemos fazer uma de duas coisas - fugir da cruz, ou morrer nela.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Cruz: o outro nome do Amor



Uma Cruz, um Homem, dor e sangue. Natureza e humanidade num encontro mortal. Um espetáculo sangrento, com requintes do absurdo, mas curiosamente proporcionando beleza. Uma sinfonia onde a dissonância produziu melodia. 


Do embate amargo entre a truculência romana e a disponibilidade intrigante Daquele humilde e belo judeu, nasceu o baile da esperança. Coisas de um Deus detalhista, amorosamente artístico. Deus abraçou a cruz, mas permaneceu com os braços abertos, formando assim o majestoso canal por onde angústias e ódios podem esvair-se.




A cruz é o ponto exato da convergência dos contrastes. A mais aguda dor, na mais doce ternura. A mais apavorante cena, no enredo mais lindo. O frágil judeu espancado, revelando-se O "maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9,6)


No auge das trevas, a Luz do mundo brilha mais fortemente quando parece que vai apagar-se. No alto da cruz, o Deus solitário grita, mas não é um grito, é meu nome que escapa. Benditos contrastes!



Nos ombros, o peso do mundo. Um caminhar lento, pesaroso, como se milhares de mãos no peito o empurrassem para trás. Ele avança. Sabe que eu preciso.


É como o pai que mesmo humilhado na guerra diária da vida, engole calado as contrariedades de seu trabalho árduo porque sabe que o filho precisa de pão. No grande trabalho da Cruz, este Cordeiro quanto mais sobe o Calvário e quanto mais humilhado fica, mas este enche a minha vida do pão da dignidade. Ele sabe disso, e continua.


Sede. O corpo avista a placa do limite que Ele já passou. Um líquido horrível e amargo lhe é apresentado. Este é o fel que amargura aquele que só nos dá doçura. Ali, pendendo como um fruto de uma árvore, está um corpo em frangalhos.


Fracasso? Não! Triunfo! O mais absoluto triunfo! A chave é virada na fechadura da Graça. A porta está aberta. O véu perdeu a legitimidade. Não há mais fronteiras. O Servo venceu. O Humilhado é digno. Minha alma agora pode adorar. Caiu a cadeia que me sufocava.


Após a ressurreição, ele mantém suas feridas. Um lembrete mudo daquele limite. Ele anda pela vida nos encontros com seus amados. Transmitindo-lhes uma certeza: valeu à pena! Por causa disso, agora estou livre. Posso cruzar fronteiras! Posso olhar para dentro de mim.



Agora, a Ceia do Senhor tem um colorido magistral: "fazei isto em memória de mim": posso olhar para trás livre dos temores do passado. Agora eu posso fechar os olhos e olhar para dentro de mim mesmo, pois sei que os fantasmas dos sonhos mortos já não pode me assustar, pois Ele venceu meus erros do passado, e também  posso aguardar o amanhã confiante, pois sei que lá está esperando-me de braços abertos.

Como diz a letra de uma música: "Leva-me pra Cruz onde eu te encontro", lá, na Cruz de cada dia, encontro o motivo para eu abraçá-la: Jesus crucificado, preso por Amor a minhas cruzes. Contemplando-o tomo coragem.


A extraordinária beleza da cruz transmite certezas ao meu caminhar. Seu legado anda comigo: Perdão, Graça, entrega, Amor. É libertador ter a certeza feliz do Deus forte nos fracos. Ontem eu tive a certeza: Amor é o outro nome da cruz.


Obrigado Jorge Lucas