terça-feira, 3 de janeiro de 2012

TU ESTÁS CONOSCO


Tu és um Deus enlouquecido de Amor por nós, teus filhos e filhas, e por isso sofres com os que sofrem.Nossos sofrimentos são os Teus sofrimentos! Tua Paixão por nós faz da Tua vida um dom total.

És nosso Eterno e mais precioso presente. Estás sempre perto, disponível...Tu és plena solicitude...Debruça-Te sobre nós, e qual Pastor, segura-nos em teu regaço, amparando nossa fraqueza, sustentando nossa miséria... e justamente porque somos fracos, Tu nos colocas perto de Teu Coração.

Em Teu colo e ombro podemos chorar e dormir sempre.
Teus ouvidos estão sempre atentos – às vezes os únicos – aos nossos clamores e lamentos.

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 Tu acolhes as nossas palavras, mesmo quando nós mesmos não as entendemos, e escutas nossos gemidos, mesmo quando estes não têm som algum, acalmando com Tua Paz nossos medos e dores.
 

Tu nos entendes em nossa solidão, pois disseste um dia: “Pai, por que me abandonastes?”. Ai estava o grito de todos os abandonados, os rejeitados, os não amados... Tu nos endentes, Jesus, não somente por Misericórdia, mas por experiência! Provastes nossa amargura, transformando-a em doçura pelo Teu Amor.
 

Em Teus passos, nossos pés cansados, enfraquecidos e feridos podem andar; em Tuas mãos as nossas mãos abrem-se e estendem-se aos outros que precisam de nós.

EmTua Cruz, torna-Te companheiro-irmão dos que sofrem, dos que também são crucificados, daqueles que estão nos “Calvários” do mundo... e lá estás com eles. 


Sim, Tu desces até os abismos da humanidade e coloca-Te como Emanuel, o Deus que está conosco.


És de fato um Deus apaixonado por nós. E o que faz alguém apaixonado a não ser desejar ficar perto de quem se ama? Tu não só desejas... estás, de fato, bem pertinho de nós.

Mesmo (sobretudo) na Cruz, estás apaixonadamente presente!O presépio e a Cruz foram feitos da mesma árvore: Jesus nasce para se dar a nós no madeiro.

Por Tua Paixão nos libertas das nossa paixões, e nos dás aquilo que só alguém que realmente ama pode oferecer: a liberdade!

Somos livres pela Tua Paixão.Por Tua  com-Paixão nos dás o Céu.

Dedicado a meu querido Leo Cruz

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

FAXINA DA ALMA

Não importa onde você parou...
Em que momento da vida você cansou...


O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...


É renovar as esperanças na vida
e o mais importante: Acreditar que Deus sempre faz novas todas as coisas!


Sofreu muito no ano que passou? Foi aprendizado!
Chorou muito? Foi limpeza da alma!


Ficou magoado com muitas pessoas? Foi para você ter a graça de perdoá-las...


Sentiu-se só? Talvez porque simplesmente não olhaste ao redor...
Pensou que estava tudo perdido? Foi só o início de sua melhora!

Pois é...agora é hora de começar novamente a caminhar, com o pensamento em Deus, o olhar para o Céu, os pés no chão e com o desejo de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Recomeçar: Palavra que Deus gosta de repetir pra nós!
E hoje é um bom dia para recomeçar.


Busque novos desafios...onde você quer chegar?
Vá longe...Voe alto...busque o céu, pois para ele foste criado.

Hoje é dia de faxina...de reorganizar a casa do coração
De remexer os móveis antigos de nossas lembranças,



De colocá-los em lugares novos.
Dia de jogar fora os sentimentos ruins,

Colocar no lixo o que nos prende ao passado,




De espanar nossa memória e ver o quanto Deus nos ajudou em nossa vida,
E renovar a esperança de que Ele estará conosco todos os dias.





É tempo de lavar o coração da mágoa,
de deixar o Sol do Amor entrar nos quartos escuros
e tirar o mofo do medo dos colchões da alma



Sim, hoje é tempo de faxina e Deus é um bom faxineiro...
Vamos começar?




(livre adaptação do texto recomeçar de Carlos Drummond de Andrade)


FELIZ ANO NOVO A TODOS OS LEITORES DO BLOG FILHOS DA MISERICÓRDIA




Que alegria poder desejar a todos vocês leitores do blog o nosso mais sincero desejo de um feliz ano novo, e como Deus é a Felicidade, desejamos um ano repleto da presença amorosa de Deus em todos os dias da vida de cada pessoa que passa por aqui.

Quero pedir desculpas pela falta de atualização em dezembro. Estive um pouco ocupado com retiros e alguns compromissos que me tomaram bastante o tempo desde novembro de 2011. Mas consegui dar uma escapadinha para agradecer a Deus por este ano que se inicia e por vocês que são o motivo deste blog existir.

Do dia 31 para o dia 1 de janeiro pude ter a graça de passar em adoração ao Santíssimo Sacramento, e, posso afirmar que entrei o ano de mãos dadas com Jesus. Que graça! Como é bom entrar o ano juntinho de Jesus... não há como temer as dificuldades que virão, pois sei que Ele está e estará comigo.

Saibam que pedi a Jesus por todos vocês, especialmente alguns que conheci por meio do blog: Alessandro, do Cefas, Marian, do blog Amar y Haced Amar, Anderson, e tantos outros que também são Evangelizadores na rede, Alexandre, do escrevendo e semeando, Adriano, do Fé em atitude, Jorge, do Almas Castelos. Gabriel Barros, do Skate Cristo, Danilo Badaró, do Guia de blogs católicos, Maria Lygia (alma predileta do Senhor)...

E não poderia deixar de esquecer os meus filhos e filhas da misericórdia, que são a alegria do meu coração, meus filhos amados...também é por vocês este blog.

Enfim, deixo a todos o meu abraço, minha gratidão e orações.Rezem por mim!

Ir. José Miguel de Jesus e Maria (Ir. Leo)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

VIM PARA ADORAR-TE

Coloquei esse vídeo porque hoje tive uma experiencia muito bonita com essa música...rezei muito com ela! Coloco aqui algumas imagens para você ouvir a música e rezar com elas. Contemplar Jesus Menino é ver o Amor de Deus que se abaixa até nós.Espero que tenham uma experiência com este Amor que vem nos amar, se fazendo pequenino numa manjedoura... 










Luz do mundo viestes á Terra


Pra que eu pudesse te ver

Tua beleza me leva a adorar-te

Quero contigo viver...

Vim para adorar-te

Vim para prostrar-me

Vim para dizer que és meu Deus


És totalmente amável


Totalmente digno

Tão maravilhoso para mim



Eterno Rei, exaltado nas alturas

Glorioso nos céus



Humilde viestes á terra que criaste

E por amor pobre se fez




Vim para adorar-te


Vim para prostrar-me



Vim para dizer que és meu Deus


És totalmente amável



Totalmente digno

Tão maravilhoso para mim(2x)

Eu nunca saberei o preço dos meus pecados lá na cruz.(6x)
Vim para adorar-teVim para prostrar-meVim para dizer que és meu DeusÉs totalmente amávelTotalmente dignoTão maravilhoso para mim...

Um bom dia pra você... Nos preparemos para a chegada do nosso Pequeno! Abramos a porta dos nossos corações.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"Eu sou a Imaculada Conceição"



Reza o dogma católico que a Bem-aventurada Virgem Maria, desde o primeiro instante de sua conceição, foi preservada da nódoa do pecado original, por privilégio único de Deus e aplicação dos merecimentos de seu divino Filho.
O dogma abrange dois pontos importantes:
a) O primeiro é ter sido a Santíssima Virgem preservada da mancha original desde o princípio de sua conceição. Deus abrogou para ela a lei de propagação do pecado original na raça de Adão; ou por outra, Maria foi cumulada, ainda no começo da vida, com os dons da graça santificante.
b) No segundo, vê-se que tal privilégio não era devido por direito. Foi concedido na previsão dos merecimentos de Jesus Cristo. O que valeu a Maria este favor peculiar foram os benefícios da Redenção, na previsão dos méritos de Jesus Cristo, que já existiam nos eternos desígnios de Deus.
Como se dá a transmissão do Pecado Original
Primeiramente, é necessário esclarecer em que consiste a transmissão do “Pecado Original“. A lei geral: “Todos os homens pecaram num só” é o grande argumento dos protestantes contra a “Imaculada Conceição“. Tal lei é certa e, segundo vamos demonstrar, não encontra a mínima contradição com o dogma católico.
S. Francisco de Sales, no seu “Tratado do amor de Deus“, exprime essa verdade de um modo singelo e glorioso! “A torrente da iniqüidade original veio lançar as suas ondas impuras sobre a conceição da Virgem Sagrada, com a mesma impetuosidade que sobre a dos demais filhos de Adão; mas chegando ali, as vagas do pecado não passaram além, mas se detiveram, como outrora o Jordão no tempo de Josué, aqui respeitando a arca da aliança a torrente parou; lá em atenção ao Tabernáculo da verdadeira aliança, que é a Virgem Maria, o pecado original se deteve.
Os protestantes deveriam compreender a diferença essencial que há entre “pecar em Adão” e “pecar pessoalmente“, como são coisas bem distintas pertencer a uma raça pecadora e ser pecador.
De que modo, afinal, contraímos nós o pecado original?
Tal transmissão não se pode fazer pela “criação” da alma; afirmar isso seria dizer que Deus é o autor do pecado, o que é impossível e repugna. Não se transmite tão pouco pelos pais, pois a alma dos filhos não se origina das almas dos pais, mas é criada por Deus. A transmissão se efetua pela “geração“.
A alma é criada por Deus no estado de inocência perfeita, mas contrai a “mácula”, unindo-se a um corpo formado de um gérmen corrompido, do mesmo modo que ela sofreria, se fosse unida a um corpo ferido. É a opinião de Santo Tomás.
Santo Agostinho diz a propósito: “Apesar de nascerem de pais batizados, os filhos vêm à luz com o pecado original, como do trigo inutilizado germina uma espiga, em que o grão é misturado com a palha.”
Nesse mistério do nascimento de uma criança, pelo exposto, opera-se uma dupla conceição: a da alma e a do corpo. Foi nesse momento quase imperceptível que Deus preservou do pecado original a “pessoa” de Maria Santíssima. Criou sua alma, como criou as nossas. Os progenitores de Nossa Senhora formaram-lhe o corpo, como nossos pais formaram o nosso. Até aqui tudo é natural; o milagre da preservação limita-se ao instante em que o Criador uniu a alma ao corpo.
Desta união devia resultar a “transmissão do pecado“. Deus fez parar o curso desta transmissão, de modo que nela a união se operou, como se tinha realizado na pessoa de Adão, quando Deus, depois de ter feito o corpo do primeiro homem, soprou nele o espírito, constituindo-o na perfeição da inocência e justiça original.
Maria é uma segunda Eva… mas Eva antes de sua queda! Tal é a sublime doutrina da Igreja de Cristo.
A Exceção à Lei Geral
Seria possível objetar-se que Deus não tem poder para derrogar as leis gerais por Ele mesmo estabelecidas?
Seria negar a onipotência divina e fixar limites Àquele que não os tem.
É uma lei geral que “todos pecaram num só“. Tal fato é universal, e todas as criaturas a ele estão subordinadas. Todavia, nada impede que, antes de efetuar-se a união da alma com o corpo, Deus possa intervir e suspender “um dos seus efeitos”, o qual é, precisamente, a transmissão desse “pecado original“.
A Sagrada Escritura está repleta dessas derrogações de leis gerais. O movimento do sol e da lua está matematicamente fixado pela lei da natureza; entretanto, Josué não hesitou em fazê-lo parar: “Sol detem-te em Gibeon, e tu, lua, no vale de Hadjalon. E o sol deteve-se e a lua parou” (Jos. 10, 12-13).
É uma lei que as águas sigam a correnteza do seu curso. Entretanto, “Moisés estendeu a mão…” o mar deixou livre o seu leito, partiram-se as águas, com um muro à sua esquerda e à sua direita (Exod. 14, 21 e 22).
É uma lei que o um morto fique morto até à ressureição geral; entretanto, o próprio Cristo-Deus, diante do cadáver de Lázaro, já em putrefação, exclamou: “Lázaro, sai!” (Jo 11, 43 e 41). E imediatamente aquele que estava morto saiu vivo.
Que prova isso, demonstra que “para Deus nada é impossível” (Lc 18, 27).
Será, então, que os protestantes acham impossível que Deus preserve Maria Santíssima do Pecado Original?
Se a lei geral fosse superior ao poder de Deus, como ficaria o Homem-Deus? Ele, em sua natureza humana, foi preservado do pecado original, mesmo nascendo de uma mulher. Se fosse impossível a Deus manter Imaculada a sua Mãe, também seria impossível manter “imaculado” o Seu Filho único, que nasceu verdadeiro Homem e verdadeiro Deus.
Provas na Sagrada Escritura:
Depois da queda do pecado original, Deus falou ao demônio, oculto sob a forma de serpente: “Ei de por inimizade entre ti e a mulher, entre sua raça (semente) e a tua; ela te esmagará a cabeça” (Gen 3, 15). Basta um pouco de boa-vontade para compreender de que “mulher” o texto fala. A única mulher “cheia de graça“, “bendita entre todas“, na qual a “semente” ou (raça) foi Nosso Senhor Jesus Cristo (e os cristãos), é a Santíssima Virgem, a nova Eva, mãe do Novo Adão. Conforme esse texto, há uma luta entre dois antagonistas: de um lado, está uma mulher com o filho; do outro, o demônio. Quem há de ganhar a vitória são aqueles e não estes. Ora, se Nossa Senhora não fosse imaculada, essa inimizade não seria inteira e a vitória não seria total, pois Maria Santíssima teria sido, pelo menos em parte, sujeita ao poder do demônio através do Pecado Original. Em outras palavras, a inimizade entre a mulher (e sua posteridade) e a serpente, implica, necessariamente, que Nosso Senhor e Nossa Senhora não poderiam ter sido manchados pelo pecado original.


Na saudação angélica, quando S. Gabriel diz: “Ave, cheia de graça. O Senhor é convosco“. Ora, não se exprimiria desta maneira o anjo e nem haveria plenitude de graça, se Nossa Senhora tivesse o pecado original, visto o homem ter perdido a graça após o pecado.
A maneira da saudação angélica transparece a grandeza de Nossa Senhora, pois o Anjo a saúda com a “Ave, Cheia de Graça“. Ele troca o nome “Maria” pela qualidade “Cheia de Graça“, como Deus desejou chamá-la.
Ao mesmo tempo, a afirmação “o Senhor é convosco” abrange uma verdade luminosa. Se Nosso Senhor é (está) com Nossa Senhora antes da encarnação (“é convosco“). Sendo palavras anteriores à encarnação do verbo no seio da Virgem Maria, forçoso é reconhecer que onde está Deus não está o pecado. Ou seja, Nossa Senhora não tinha o “pecado original“.
Prossegue o arcanjo: Não temas, Maria, pois “achaste graça diante de Deus“. Aqui termina a revelação da Imaculada Conceição para começar a da maternidade divina: “Eis que conceberás no teu ventre e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus“. (Lc 1, 28).
Pela simples leitura percebe-se a conexão estreita entre duas verdades: “Maria será a mãe de Jesus, porque achou graça diante de Deus“.
Mas, que graça Nossa Senhora achou diante de Deus para poder ser escolhida como a Mãe Dele? Ora, a única graça que não existia – ou que estava “perdida” – era a “graça original“. Falar, pois, que: “Maria achou graça” é dizer que achou a “graça original“. Ora, a “graça original” é a “Imaculada Conceição“!
Os evangelhos sinóticos deixam claro que a palavra “Cheia de Graça“, em grego: “Kecharitoménê“, particípio passado de “charitóô“, de “Cháris“, é empregado na Sagrada Escritura para designar a graça em seu sentido pleno, e não no sentido corrente. A tradução literal seria: “omnino Plena Caelesti gratia” ou “Ominino gratiosa reddita“: “Cheia de graça“.
Ou seja, a tradução do latim: “gratia plena” é mais perfeita do que a palavra portuguesa: “cheia de graça“. Nossa Senhora não apenas “encontrou graça“, mas estava “plena” de Graça. Corroborando o que disse o Arcanjo logo em seguida: “O Senhor é contigo“.
Falando à Santíssima Virgem que Ela “achara graça“, o Arcanjo diz: Maria, sois imaculada, e, por isto, sereis a Mãe de Jesus Cristo.
Também é pela própria razão que se pode concluir a Imaculada Conceição. É claro que o argumento racional não é definitivo, mas corroborou com muita conveniência – e completa harmonia – para com ele. Se Maria Santíssima fosse manchada do pecado original, essa mancha redundaria em menor glória para seu filho, que ficou nove meses no ventre de uma mulher que teria sido concebida na vergonha daquele pecado. Se qualquer mácula houvesse na formação de Maria Santíssima, teria havido igualmente na formação de Jesus, pois o filho é formado do sangue materno.
S. Paulo assim se expressa sobre o ventre de onde nasceu o menino-Deus: “Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo” (Hebr 9, 12).
Que tabernáculo é esse, “não construído por mãos humanas“, por onde “entrou” Nosso Senhor Jesus Cristo? Fica claro o milagre operado em Nossa Senhora na previsão dos méritos de seu divino Filho. Negar que Deus pudesse realizar tal milagre (Imaculada Conceição) seria duvidar de sua onipotência. Negar que Ele desejaria fazer tal milagre seria menosprezar seu amor filial, pois, como afirma S. Paulo: Deus construiu o seu “tabernáculo” que não foi “construído por mãos humanas“.
Ora, este tabernáculo, feito imediatamente por Deus e para Deus, devia revestir-se de toda a beleza e pureza que o próprio Deus teria podido outorgar a uma criatura.
E esta pureza perfeita e ideal se denomina: a Imaculada Conceição.
Agora examinemos a Tradição, desde os primeiros séculos:
S. Tiago Menor, o qual realizou o esquema da liturgia da Santa Missa, prescreve a seguinte leitura, após ler uns passos do antigo e do novo testamento, e de umas orações: “Fazemos memória de nossa Santíssima, Imaculada, e gloriosíssima Senhora Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem“.
O santo Apóstolo não se limita a isso, mas torna a sua fé mais expressiva ainda. Após a consagração e umas preces, ele faz dizer ao Celebrante: “Prestemos homenagem, principalmente, a Nossa Senhora, a Santíssima, Imaculada, abençoada acima de todas as criaturas, a gloriosíssima Mãe de Deus, sempre Virgem Maria. E os cantores respondem: É verdadeiramente digno que nós vos proclamemos bem-aventurada e em toda linha irrepreensível, Mãe de Nosso Deus, mais digna que os querubins, mais digna de glória que os serafins; a vós que destes à luz o Verbo divino, sem perder a vossa integridade perfeita, nós glorificamos como Mãe de Deus” (S. jacob in Liturgia sua).
O evangelista S. Marcos, na Liturgia que deixou às igrejas do Egito, serve-se de expressões semelhantes: “Lembremo-nos, sobretudo, da Santíssima, intemerata e bendita Senhora Nossa, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria“.
Na Liturgia dos etíopes, de autor desconhecido, mas cuja composição data do primeiro século, encontramos diversas menções explícitas da Imaculada Conceição. Umas das suas orações começa nestes termos: Alegrai-vos, Rainha, verdadeiramente Imaculada, alegrai-vos, glória de nossos pais. Mais adiante, é pela intercessão da Imaculada Virgem Maria que o Sacerdote invoca a Deus em favor dos fiéis: “Pelas preces e a intercessão que faz em nosso favor Nossa Senhora, a Santa e Imaculada Virgem Maria.“.
Terminamos o primeiro século com as palavras de Santo André, apóstolo, expondo a doutrina cristã ao procônsul Egeu, passagem que figura nas atas do martírio do mesmo santo, e data do primeiro século: “Tendo sido o primeiro homem formado de uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascesse de uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antes formara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido” (Cartas dos Padres de Acaia).
A doutrina da Imaculada Conceição era, pois, conhecida no primeiro século e por todos admitida. A esse respeito, nenhuma contradição se levantou na primitiva Igreja.
No século segundo, os escritos dos Santos Padres falam da Imaculada Conceição como um fato indiscutível. Entre os escritores e oradores deste século, contamos: S. Jusitino, apologista e mártir; Tertuliano e Santo Irineu.
No terceiro século, existem também textos claros em defesa da Imaculada Conceição. mas em menor quantidade.
Santo Hipólito, bispo de Porto e mártir, escreveu em 220: “O Cristo foi concebido e tomou o seu crescimento de Maria, a Mãe de Deus toda pura“. Mais além ele diz: “Como o Salvador do mundo tinha decretado salvar o gênero humano, nasceu da Imaculada Virgem Maria“.
Orígenes, que viveu em 226 e pareceu resumir a doutrina e as tradições de sua época, escreveu: “Maria, a Virgem-Mãe do Filho único de Deus, é proclamada a digna Mãe deste digno Filho, a Mãe Imaculada do Santo e Imaculado, sendo ela única, como único é o seu próprio Filho.”
Em um dos seus sermões sobre S. José, Orígenes faz o mensageiro celeste dizer ao santo: “Este menino não precisa de Pai na terra, porque tem um pai incorruptível no céu; não precisa de Mãe no Céu, porque tem uma Mãe Imaculada e casta na terra, a Virgem Bem-aventurada, Maria“.
No século quarto, aparecem inúmeros escritos sobre a Imaculada Conceição, cada vez mais explícitos e em maior número. Temos diante de nós as figuras incomparáveis de Santo Atanásio, de Santo Efrem, de S. Basílio Magno, de Santo Epifânio, e muitos outros, que constituem a plêiade gloriosa dos grandes Apóstolos do culto da Virgem Santíssima e, de modo particular, de sua Imaculada Conceição.
Um trecho de Lutero, para mostrar que nem ele se atreveu a contestar a Imaculada Conceição: “Era justo e conveniente, diz ele, fosse a pessoa de Maria preservada do pecado original, visto o filho de Deus tomar dela a carne que devia vencer todo pecado“. (Lut. in postil. maj.).

Para terminar, transcreveremos um pequeno soneto.
Em 1823, dois sacerdotes dominicanos, Pes. Bassiti e Pignataro, estavam exorcizando um menino possesso, de 12 anos de idade, analfabeto. Para humilhar o demônio, obrigaram-no, em nome de Deus, a demonstrar a veracidade da Imaculada Conceição de Maria. Para surpresa dos sacerdotes, pela boca do menino possesso, o demônio compôs o seguinte soneto:
“Sou verdadeira mãe de um Deus que é filho,
E sou sua filha, ainda ao ser-lhe mãe;
Ele de eterno existe e é meu filho,
E eu nasci no tempo e sou sua mãe.
Ele é meu Criador e é meu filho,
E eu sou sua criatura e sua mãe;
Foi divinal prodígio ser meu filho
Um Deus eterno e ter a mim por mãe.
O ser da mãe é quase o ser do filho,
Visto que o filho deu o ser à mãe
E foi a mãe que deu o ser ao filho;
Se, pois, do filho teve o ser a mãe,
Ou há de se dizer manchado o filho
Ou se dirá Imaculada a mãe.
Conta-se que o Papa Pio IX chorou, ao ler esse soneto que contém um profundíssimo argumento de razão em favor da Imaculada.

Mais de mil anos para a confirmação do Dogma A Imaculada Conceição
Em 836, em Tolosa, França, Nossa Senhora apareceu várias vezes ao sacerdote Gondisalve. Numa das aparições, ela manifestou o desejo de que se tornasse conhecido o privilégio da Imaculada Conceição e que se instituísse uma festa para celebrá-lo. O sacerdote, durante toda a sua vida,deu o melhor de si para concretizar o desejo de Nossa Senhora.
Nossa Senhora foi a restauradora da ordem perdida por meio de Eva. Eva nos trouxe a morte, Maria nos dá a vida. O que Eva perdeu por orgulho, Nossa Senhora ganhou por humildade.
O Dogma da Imaculada Conceição foi proclamado pelo Papa Pio IX, cercado de 53 cardeais, de 43 arcebispos, de 100 bispos e mais de 50.000 romeiros vindos de todas as partes do mundo, no dia 8 de dezembro de 1854.
Passados apenas 3 anos dessa solene proclamação, em 11 de agosto de 1858, Nossa Senhora dignou-se aparecer milagrosamente quinze dias seguidos, perto da pequena cidade de Lourdes, na França, a uma pobre menina, de 13 anos de idade, chamada Bernadete.
No dia 25 de março, Bernadete suplicou que Nossa Senhora lhe revelasse seu nome. Após três pedidos seguidos, Nossa Senhora lhe respondeu: “Eu sou a Imaculada Conceição“.
Eis a chave de ouro que encerra a tradição ininterrupta dos Apóstolos