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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ENCONTRANDO ALEGRIA NA MAIS PROFUNDA FRAQUEZA


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"Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza" (2Co 11,30). "De tal coisa me gloriarei; não, porém, de mim mesmo, salvo nas minhas fraquezas" (2Co 12,5).

Tenho tido uma experiencia muito forte esses dias: Deus realmente gosta de usar pessoas fracas.


Todo o mundo tem fraquezas. Na verdade, você tem uma coleção de defeitos e imperfeições: físicas, emocionais, intelectuais e espirituais. Você também pode viver situações incontroláveis que o enfraquecem, como obstáculos financeiros e de relacionamentos. O mais importante é o que você faz com isso.


Normalmente, negamos nossas fraquezas, as defendemos, damos desculpas, escondemos — e tornamos a senti-las. Isso impede que Deus as use da forma que deseja.



Deus tem uma perspectiva diferente de sua fraqueza. Ele diz: Os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos; então, ele muitas vezes age de forma diametralmente oposta ao que esperamos. Imaginamos que Deus quer usar somente nossos pontos fortes; mas ele também quer usar nossas fraquezas para sua glória.



Deus escolheu para envergonhar os poderosos  o que o mundo acha fraco. Suas fraquezas não são um acidente. Deus as permitiu em sua vida deliberadamente, a fim de demonstrar seu poder por meio de você.


Deus nunca ficou impressionado com a força ou a auto-suficiência. Aliás, Ele é atraído por pessoas que são fracas e admitem isso. Jesus considera os que reconhecem as próprias necessidades, “pobres em espírito”. 

Essa foi a primeira atitude a ser louvada por Ele nas bem-aventuranças.



A Sagrada Escritura é cheia de exemplos sobre como Deus adora usar pessoas comuns e imperfeitas para realizar coisas extraordinárias, a despeito de suas fraquezas. Se Deus só utilizasse pessoas perfeitas, nada jamais seria realizado, porque nenhum de nós é impecável. Deus utiliza pessoas imperfeitas: esse é um fato animador para todos nós.

A fraqueza, ou “espinho”, como São Paulo a chamou, não é um pecado ou vício de caráter que você possa mudar, como, por exemplo, exagerar na comida ou ser impaciente. A fraqueza é qualquer limitação que você herdou ou não tem meios de alterar.



Poderá ser uma limitação física, como uma deficiência, uma doença crônica, a vitalidade naturalmente baixa ou uma inaptidão. Poderá também ser uma limitação emocional, como a sequela de um trauma, uma lembrança dolorosa, um comportamento peculiar ou algum fator hereditário. Ou poderá ainda ser uma limitação intelectual ou de suas habilidades. Nem todos somos absolutamente brilhantes ou talentosos.

Quando você pensa nas limitações de sua vida, pode sentir-se tentado a concluir: “Deus nunca poderia me usar”. Mas Deus jamais fica limitado pelas nossas limitações. Aliás, ele gosta de pôr seu grande poder em embalagens comuns. Somos como vasos de barro nos quais esse tesouro é armazenado. O poder real vem de Deus, e não de nós. 



Como a cerâmica comum, somos frágeis, falhos e quebramos com facilidade. Mas Deus irá nos usar, se permitirmos que ele trabalhe por meio das nossas fraquezas. Para que isso aconteça, devemos seguir o exemplo de Paulo.


Admita as suas fraquezas. Confesse suas imperfeições. Pare de fingir que é perfeito e seja honesto sobre si mesmo. Em vez de viver dando desculpas e se recusando a aceitar, identifique sem pressa suas fraquezas pessoais. 

Você pode até fazer uma lista delas.  Muitos cristãos, principalmente líderes, esquecem da verdade: somos apenas humanos! Se forem necessários problemas graves para que você admita isso, Deus não irá hesitar em permiti-los, porque Ele ama você.


São Paulo nos dá várias razões para ficarmos felizes com as fraquezas que nasceram conosco. Primeiro, elas nos fazem depender de Deus. Falando a respeito da própria fraqueza, que Deus se recusou a eliminar, S. Paulo disse: Já que eu sei que tudo é para o bem de Cristo, sinto-me bem feliz com o “espinho”, e com os insultos, as durezas, as perseguições e as dificuldades; porque, quando estou fraco, então sou forte — quanto menos tenho, mais dependo dele. Sempre que se sentir fraco, Deus o estará relembrando de que você depende dele.

Nossas fraquezas também previnem a arrogância.


Elas nos mantêm humildes.S. Paulo disse: Para que eu não ficasse muito orgulhoso, me foi dado o dom de uma deficiência, para me colocar em constante contato com minhas limitações. Deus em muitos casos junta uma grande fraqueza com uma grande força para manter nosso ego sob controle.

 A limitação pode agir como o controlador que nos impede de ir rápido demais e passar à frente de Deus.Quando Gedeão recrutou um exército de 32 mil homens para combater os midianitas, Deus os reduziu a apenas trezentos homens. Isso fez que suas chances no combate contra as tropas inimigas, que possuía 135 mil homens, ficassem reduzidas à proporção de 1 para 450. 

Isso, aparentemente, era a receita para a ruína, mas Deus agiu assim para que Israel soubesse que havia sido o poder de Deus, e não a força deles, que os havia salvado.

Nossas fraquezas também incentivam a comunhão entre nós

Enquanto a força gera um espírito independente (“Não preciso de mais ninguém”), nossas limitações demonstram quanto precisamos uns dos outros. Quando tecemos as frágeis fibras de nossa vida, uns com os outros, surge uma corda de grande força: Os cristãos são como flocos de neve: isolados, são frágeis, mas, juntos, param o trânsito.


Acima de tudo, nossas fraquezas aumentam nossa capacidade de ministrar e de sentir compaixão. Elas nos tornam mais propensos a ser atenciosos e a sentir compaixão pelas fraquezas dos outros. 

Deus quer que você tenha sobre a terra uma missão semelhante a de Cristo. Isso significa que as outras pessoas deverão achar cura em suas feridas. Suas mais profundas mensagens de vida e suas palavras mais eficientes surgirão de suas dores mais profundas.

As coisas que o deixam mais constrangido, mais envergonhado, as quais você reluta em partilhar, são os mesmos instrumentos que Deus usará com mais poder para curar os outros.

Todos os gigantes de Deus são pessoas fracas. A fraqueza de Moisés era seu gênio. Em virtude de seu temperamento, ele assassinou um egípcio, feriu a rocha com a qual deveria conversar e quebrou as tábuas dos Dez Mandamentos. Ainda assim, Deus transformou Moisés em um homem muito paciente, mais do que qualquer outro que havia na terra.

 A fraqueza de Abraão era o medo. Não uma, mas duas vezes, ele afirmou que a esposa era sua irmã para se proteger. Mas Deus transformou Abraão no pai de todos os que crêem. 

Impulsivo e sem força de vontade, Pedro se tornou pedra, o adúltero Davi se tornou homem segundo o meu coração e João, um dos arrogantes “Filhos do Trovão”, se tornou o “Apóstolo do Amor”. Maria, a grande Mãe de Deus, era uma pobre menina de 15 anos. São Francisco um egoísta, inconstante e farrista deixou tudo para abraçar a pobreza , Teresinha, mimada e imatura, tornou-se a grande doutora da ciência do amor.

A lista poderia seguir interminavelmente. Deus é especialista em transformar fraqueza em força. Ele quer pegar sua maior fraqueza e transformá-la.



Partilhe suas fraquezas de forma sincera. A Santidade começa com a vulnerabilidade. Quanto mais você abaixa a guarda, tira a máscara e conta suas lutas, mais Deus poderá usá-lo para servir aos outros. S. Paulo foi um exemplo de vulnerabilidade em todas as suas cartas. Ele contava abertamente.

 • Suas falhas: Quando quero fazer o bem, não o faço e, quando tento não cometer erros, acabo errando do mesmo jeito.
 • Seus sentimentos: Meus queridos amigos de Corinto! Eu contei-lhes tudo quanto sentia; eu os amo de todo o coração.
 • Suas frustrações: Fomos esmagados e totalmente oprimidos. Pensamos que jamais iríamos sobreviver àquela situação. 
Seus medos: Quando vim até vocês, eu estava fraco, amedrontado e trêmulo.

É lógico que a vulnerabilidade é arriscada. Pode ser assustador baixar as defesas e abrir a vida aos outros. Quando você expõe seus fracassos, sentimentos, frustrações e temores, você arrisca ser rejeitado. Mas os benefícios valem o risco. A vulnerabilidade liberta emocionalmente. 

Quando nos abrimos, aliviamos a tensão e dissipamos nossos medos, o que é o primeiro passo rumo à libertação.Nós já vimos que Deus “dá graça ao humilde”, mas muitos não compreendem a humildade. Ter humildade não é se rebaixar ou negar a própria força, mas ser sincero sobre suas fraquezas. Quanto mais franco você for, mais terá da graça de Deus. E também receberá graça dos outros. A vulnerabilidade é uma qualidade cativante. Somos naturalmente atraídos por pessoas humildes. A pretensão traz aversão, mas a autenticidade atrai, e a vulnerabilidade é o caminho para a intimidade.


É por isso que Deus quer usar suas fraquezas, e não apenas seus pontos fortes. Se as pessoas só puderem ver seus pontos fortes, irão desanimar e pensar: “Bem, melhor para ele; mas nunca poderei fazer isso”. Entretanto, quando vêem Deus usá-lo apesar de suas fraquezas, animam-se e pensam: “Talvez Deus também possa usar-me”! Nossos pontos fortes criam competição, mas nossas fraquezas criam a vida em comunidade.

Em algum ponto da vida, você terá de decidir se quer impressionar ou influenciar as pessoas. Você pode impressionar as pessoas de longe, mas tem de chegar perto para influenciá-las; e, quando você fizer isso, elas poderão ver suas imperfeições. Não há nenhum problema. A qualidade essencial em um líder não é a perfeição, mas a credibilidade. As pessoas devem ser capazes de confiar em você, caso contrário não o seguirão. Como você constrói credibilidade? Não fingindo ser perfeito, mas sendo sincero.

Glorie-se na sua fraqueza.S. Paulo disse: Duma experiência assim vale a pena gloriar-se, porém não vou fazê-lo. Vou apenas gloriar-me de quão fraco sou e quão grandioso é Deus para usar uma fraqueza dessas para sua glória. Em vez de posar como ícone de invencibilidade e autoconfiança, veja a si mesmo como um troféu da graça de Deus. Quando Satanás apontar as fraquezas que você tem, concorde com ele e encha o coração de louvores a Jesus, que compreende todas as nossas fraquezas, e ao Espírito Santo, que nos ajuda em nossa fraqueza.


Algumas vezes, entretanto, Deus transforma um ponto forte em fraqueza, a fim de nos usar ainda mais. Jacó foi um manipulador, passou a vida conspirando e então fugindo das conseqüências. Certa noite, ele lutou com Deus e disse: “Eu não o deixarei ir enquanto não me abençoar”. Deus disse “Tudo bem”, mas então lhe deslocou a coxa do quadril. O que significa tudo isso?



Deus tocou a força de Jacó (o músculo da coxa é o mais forte do corpo humano) e a transformou em fraqueza. Daquele dia em diante, Jacó passou a mancar, para que jamais voltasse a fugir. Isso o forçou a depender de Deus, quer desejasse, quer não. Se você quer que Deus o abençoe e o use de forma poderosa, deverá estar disposto a mancar pelo resto da vida, pois Deus usa pessoas fracas.


Isso que aqui está escrito, serve primeiramente para mim. A todos os que estão comendo com Jesus na mesa dos fracos...

domingo, 29 de setembro de 2013

A Misericórdia de um Deus que se alegra em perdoar...

Muitas vezes Jesus foi questionado por sua preferencia por aqueles considerados pecadores públicos, pessoas de má fama e marginalizados. Ele justifica sua conduta para com os pecadores dizendo que assim atua o Pai celestial: 



Um Deus que vai atrás da ovelha que se perde, que busca incansável a alma como uma mulher ao seu Dracma perdido e que acolhe os que voltam como o pai misericordioso à seu filho que voltava após ter gastado tudo, até sua própria dignidade. Aos seus caluniadores recorda a palavra de Deus nos profetas: "Quero a Misericórdia, e não sacrifícios" (Mt 9, 13). 

A misericórdia para com a infidelidade do povo é o traço que mais sobressai do Deus da Aliança e enche a Bíblia de um extremo ao outro. Um salmo repete-o em forma de ladainha, explicando com ela todos os eventos da história de Israel: "Porque eterna é sua misericórdia" (Sal 136).


Ser misericordioso apresenta-se assim como um aspecto essencial do ser "à imagem e semelhança de Deus" descrito no Gênese. Jesus aponta para esta configuração do homem ao Criador afirmando aos que o escutam: "Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso" (Lc 6, 36) é uma paráfrase do famoso: "Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo" (Lv 19, 2). Ou seja, ser santo como Deus o é implica a imitação da sua forma de agir: A MISERICÓRDIA.


Mas o mais surpreendente acerca da misericórdia de Deus, é que Ele experimenta alegria em ter misericórdia. Jesus conclui a parábola da ovelha perdida dizendo: "Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converta que por noventa e nove justos que não tenham necessidade de conversão" (Lc 15, 7). A mulher que encontrou a dracma perdida grita às suas amigas: "Alegrai-vos comigo". Na parábola do filho pródigo, também a alegria transborda e se converte em festa, banquete.


Não se trata de um tema isolado, mas profundamente enraizado na Bíblia. Em Ezequiel, Deus diz: "Eu não me alegro na morte do malvado, mas (alegro-me!) em que o malvado se converta da sua conduta e viva" (Ez 33, 11). 


Miquéias diz que Deus "se alegra em ter misericórdia" (Mi 7, 18), isto é, experimenta gozo ao fazê-lo.Mas por quê - surge a questão - uma ovelha deve contar, na balança, como todas as demais juntas, e importar mais, precisamente porque escapou e criou mais problemas?

 Aquela ovelha - como o filho mais novo -, ao extraviar-se, fez o coração de Deus tremer. Deus temeu perdê-la para sempre, ver-se obrigado a condená-la e privar-se dela eternamente. Este medo fez brotar a esperança em Deus, e a esperança, uma vez realizada, provocou a alegria e a festa. Toda a penitência do homem é a coroação e a concretização de uma esperança de Deus: Este meu filho estava morto e tornou a viver!

Nos homens, a condição que torna a esperança possível é o fato de que não conhecemos o futuro, e por isso o esperamos. Em Deus, que conhece o futuro, a condição é que não quer (e, em certo sentido, não pode) realizar o que deseja sem a nossa permissão. A liberdade humana explica a existência da esperança em Deus.


O que dizer então das noventa e nove ovelhas bem comportadas e do filho mais velho? Não existe nenhuma alegria no céu por eles? Vale a pena viver toda a vida como bons cristãos? Recordemos o que responde o Pai ao filho maior: "Filho, tu sempre estás comigo e tudo o que é meu é teu" (Lc 15, 31)
O erro do filho mais velho está em considerar que ter ficado sempre em casa e ter compartilhado tudo com o Pai não é um privilégio imenso, mas um mérito; ele comporta-se como mercenário, e não como filho (isso deveria ser uma alerta para todos nós, que, por estado de vida, nos encontramos na mesma situação que o filho mais velho!).


Sobre este ponto, a realidade foi melhor que a própria parábola. Na verdade, o filho mais velho - o Primogênito do Pai, o Verbo (o Filho de Deus) -, não ficou na casa paterna; Ele partiu para "uma região distante" para buscar o filho mais novo, isto é, a humanidade caída; foi Ele quem a reconduziu a casa, quem lhe procurou vestes e lhe preparou um banquete para participar, em cada Eucaristia.



A este propósito, Dostoiévski descreve uma cena que tem todo o ambiente de uma imagem real. Uma mulher do povo tem em seus braços a sua criança de poucas semanas, quando esta - pela primeira vez, - lhe sorri. Compungida, ela faz o sinal da cruz e a quem lhe pergunta o por quê desse gesto, ela responde: "Assim como uma mãe é feliz quando nota o primeiro sorriso de seu filho, assim Deus se alegra cada vez que um pecador se ajoelha e lhe dirige uma oração com todo o coração".

Se a misericórdia divina está no início de tudo e é ela a que exige e torna possível a misericórdia de uns para com os outros, então o mais importante para nós é ter uma experiência renovada da misericórdia de Deus.Que linda é a misericórdia do nosso Deus. Alegremos o seu coração e corramos para seus braços porque sua alegria é que experimentamos de sua doce e infinita misericórdia. Vamos lá? #fazerdeusfeliz...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A porta dos imperfeitos




Este é um texto de uma pessoa que eu conheço. Em sua oração pessoal teve uma grande experiência com o Amor de Deus mesmo com a certeza de que não consegue seguir Jesus pela porta dos santos e perfeitos, mas quer amar Jesus e sua única forma de Tê-lo é pela Misericórdia. Eu lembrei de uma música que pode muito bem acompanhar esta leitura:



"Senhor Jesus, não sei mais o que fazer, me sinto muito indigno, não consigo ser perfeito, não consigo fazer aquilo que eu queria. Tu sabe Jesus que até que eu tento, até que eu me esforço, mas não consigo ficar sem pecar, não consigo ficar sem fazer besteira.



Meu coração é tão pequeno, Jesus, às vezes penso que é melhor eu desistir, pois eu procuro mudar, mas sempre caio nos mesmos erros, nos mesmos pecados. Eu penso que eu nunca vou ter jeito, penso que nunca irei te alcançar. Já me sinto cansado e desanimado, não sei se posso prosseguir, não pela porta dos perfeitos.


Me julgam e me julgo, Senhor, dizem que não posso chegar até onde tu está, dizem que é melhor eu desistir, pois o meu caso está perdido. Outros, Senhor Jesus, me sufocam, me perguntam “Quando é que você vai parar de fazer tudo isso? Já ta na hora”, como se fosse tão fácil agir quanto é falar, isso me desmotiva, pois acredito que é fácil para todos, só pra mim que parece ser impossível. 




Só tu sabe, Pai, o quanto eu desejo mudar, mas só tu sabe também, Meu Deus, o quanto eu sou dependente e frágil às coisas do mundo. Eu queria poder abandonar tudo, ó Pai, mas eu caio tantas vezes.

Zombam de mim, Meu Deus, pois eu digo estar rezando, mas flagro-me fazendo algumas coisas que não vem de ti, e dizem que eu sou um hipócrita, que digo que te busco, mas não mudo. Senhor, tu sabes o quanto já melhorei e o quanto desejo melhorar. EU QUERO MUDAR, JESUS!


O meu acesso é negado, eu não mereço passar pela porta dos perfeitos, só te peço MISERICÓRDIA.

Jesus, que eu possa ser como aquela mulher, que se sentindo indigna, teve fé e coragem de se prostrar diante de ti, e tocar no seu manto para ser curada de suas fraquezas e limitações, e que independente o que diziam, foi além, buscou em ti a força de mudar.(Marcos 5, 21- 34)
Que eu possa também, Senhor, a exemplo de Zaqueu, deixar com que tu entre em minha casa, e faça dela tua morada, independente do que os outros dizem, te receber de coração aberto, ó Pai, para que a tua Graça possa me alcançar.(Lucas 19, 1-9).

Meu Senhor, Misericórdia de mim, eu tenho tantos pecados pai, que tudo o que posso fazer é me prostrar diante de ti e beijar os teus pés, pois não sou digno, Senhor, de está nem na Vossa presença, mas com todo meu ser te peço perdão sobre minhas faltas e limitações, sobre todos os meus pecados, sobre toda a miséria que habita em mim.


E assim como Santa Maria Madalena, possa entregar tudo de valor, toda a minha vida aos teus pés, para que tu possa me perdoar, me erguer. Por teu amor, Senhor, Perdoa a minha culpa. Preciso de Ti Senhor.( Lucas 7, 36-49).

E que por Misericórdia, Senhor Jesus, eu possa te alcançar, Senhor, porque eu não sou digno de entrar pela porta dos perfeitos, mas humildemente, te peço do fundo do meu coração que me deixe entrar pela porta da tua infinita MISERICÓRDIA, Ó PAI!

Somente pela tua graça Senhor eu posso te alcançar, pois mérito nenhum eu tenho para merecer estar contigo, mas por Seu Amor Infinito vem até mim

Como eu te amo Jesus, e quanto sou infiel a esse Teu amor, quanto sou ingrato contigo, e mesmo assim tu sempre me surpreende mostrando o quanto é mais amoroso e maior do que minha miséria. Sem ti não sou nada, só em ti eu posso ter tudo, e ter tudo significa ter o teu Amor, Jesus.

Jesus, Eu confio em Vós! Pela sua dolorosa paixão, tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro! E obrigado Senhor, por me permitir entrar pela porta da Misericórdia, pois só assim, Senhor eu posso te alcançar. Obrigado mesmo, Jesus, por ser sempre maior do que a minha miséria."

Texto de um pecador que foi alcançado pela Misericórdia na cruz.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Homenagem de um coração miserável...



Queria hoje, meu Deus, demonstrar-Vos, apesar de minha insignificância e pequenez, minha mais sincera e profunda gratidão através de uma oferta que Vos rendesse glória e vos fizesse feliz.

 Pensei em tantas coisas para Vos ofertar, mas vi que cada coisa que eu pensava já Vos pertencia. Quis dar-Vos os méritos de minhas virtudes, mas vi que não os tenho. Quis dar-Vos os dons que tenho, mas vi que todos eles me vieram de Vós, e que, Vós mesmo, sois o doador de todos os dons. Então, meu Deus, como dar-Vos algo que Vos possa glorificar e dar alegria, se sois a plenitude e de nada necessitas? 




Percebi, então, Deus meu, que existe algo que não tens e que não criastes, e no qual eu possa dar-Vos glória e louvor, algo que pertence a mim somente e que, se guardado em meu coração, é meu mais terrível sofrimento, mas que, se lançado para Vós transforma-se em graça e misericórdia. Vi que em mim só existe miséria e fraqueza, e que a única coisa que me pertence, por minha débil condição de criatura, das feridas de minha história de vida e das conseqüências de meus atos é somente minha fraqueza.



Mas acaso poderia dar-Vos realmente glória, dando-Vos minha mais profunda podridão? Acaso não Vos ofenderia elevando para Vós minhas mãos tão sujas da lama de minha alma de pecador, querendo Vos ofertar toda minha vil condição? Acaso ficarias ofendido se o presente que Vos posso dar não são as resplandecentes virtudes que os santos Vos ofertaram, mas somente minhas feridas apodrecidas e abertas? 


Ah! Meu Deus, eu sei que isto não é de modo nenhum um devaneio meu, pois sinto-me irresistivelmente impelido por Vós mesmo a fazer tal coisa.


 Quando vos contemplo na manjedoura, Vossa pequenez e fragilidade assumidas por amor a mim, eu vejo Vosso sorriso entre as palhas do estábulo, e então reconheço nelas as escórias do meu coração tão sujo e frio. 




Quando Vos contemplo nu e coberto de chagas na Cruz, na qual subiste por amor a mim, vejo que os pregos que vos pregaram são as minhas dores e misérias, e que os espinhos de Vossa coroa são meus pensamentos tão vis, doentios e egoístas. 



Quando Vos adoro na Eucaristia, vejo que não aniquilastes a matéria frágil do pão, mas a assumistes para revelar o Vosso amor para nós, vejo que desejas a minha fraqueza para que através dela também possas amar os que de mim se aproximam. 


 Então, meu Senhor, já que tens essa preferência pelo que é débil e sem valor, sinto-me motivado por Vós mesmo a dar-Vos a miséria que sou. Ofereço-Vos, para satisfazer as grandes e infinitas torrentes de Vossa infinita Misericórdia, o profundo abismo do meu nada, a fim de que estas impetuosas águas encontrem um desaguadouro onde podem represar-se e transbordar. 


Ofereço-Vos os negros carvões de meus pecados e lanço-os na ardente fornalha do Vosso Amor, a fim de que sejam transformados por este fogo que não se apaga. Ofereço-Vos, enfim, todos os frágeis odres de minha humanidade, a fim de receberem o Vosso Vinho novo. 




Coloco-me como a frágil e quebradiça hóstia em Vosso altar, pois sei que não é um ato meu consagra-me, mas antes, é ato Vosso transformar-me em Vós mesmo. Como o holocausto de Elias, não quero ser consumido por outro fogo, a não ser pelo ardente braseiro de Vossa infinita Misericórdia, que se atrai por holocaustos fracos e imperfeitos como eu.



 Sim, pois sei que mais estais Vós sedento de consumir-me do que eu de entregar-me a Vós. Por isso, atraí-me, Vos peço, roubai-me, a fim de que eu esteja pobre e despojado até de minha própria pobreza, para que não me reste nada a não ser a Vós mesmo. Quero permanecer para sempre vazio de mim mesmo para estar repleto de Vós, de tal modo que não encontre em mim mesmo nada a não ser a Vós.


Quero ser para sempre um nada em Vossas mãos, e de tal modo quero ser que não reste em mim nenhum desejo a não ser amar-Vos a cada segundo. Esvazia-me, a fim de que se eu sofrer não encontre mais pena, mas a Vós, se eu amar não encontre meus afetos, mas a Vós, se me alegrar ou chorar, se viver ou morrer, se deitar ou levantar eu só possa encontrar a Vós, em tudo e em todos. 

Eis aqui, meu Deus, minha homenagem. Que ela ao menos Vos faça sorrir, pois vem de um coração tão fraco e pequeno, dessa Vossa criança que não tem outro desejo a não ser dar-Vos alegria, apesar de sua fraqueza.


Aceita, Senhor, como uma oferta agradável o sorriso de felicidade que Vós mesmo fizestes brotar em mim...Obrigado por tudo, meu Deus! Deste pequeno nada que não deseja outra coisa a não ser Vos amar.