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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Santa Faustina doutora da Igreja?


Proposta de cardeais e bispos no 2º Congresso da Divina Misericórdia
Santa Faustina Kowalska poderia ser a primeira doutora da Igreja do terceiro milênio: os cardeais e bispos reunidos em Cracóvia-Lagiewniki para o 2º Congresso Mundial da Divina Misericórdia dirigiram uma carta a Bento XVI pedindo a abertura do dossier.

A notícia foi difundida ao vivo neste domingo, 2 de outubro, depois do Ângelus de Bento XVI, pela Radio Espérance, que transmite o congresso pelas suas emissoras, pelo satélite WorldSpace e pela internet.

A santa polonesa Faustina Kowalska seria a quarta mulher proclamada doutora da Igreja, depois da carmelita espanhola Teresa de Ávila e da dominicana italiana Catarina de Sena, proclamadas por Paulo VI, e Teresa de Lisieux, proclamada por João Paulo II.

Seu ensinamento é considerado especialmente importante para o terceiro milênio e conhecido no mundo inteiro graças ao seu “Pequeno Diário”.

Depois do Ângelus, na Praça de São Pedro, Bento XVI dirigiu uma mensagem aos cerca de dois mil participantes do congresso, fazendo referência ao seu tema.

“Muito queridos, reforcem sua confiança no Senhor, por meio da reflexão comum e da oração, para levar eficazmente ao mundo a alegre mensagem de que a Misericórdia é fonte de esperança”, exortou-lhes.

Depois da mensagem difundida na Basílica da Misericórdia de Lagiewniki, consagrada em 2002 por João Paulo II, leu-se na assembleia uma carta de agradecimento, escrita em italiano.

Os bispos presentes – entre eles, os cardeais Dziwisz, Macharski, Rylko, Backis, Barbarin, Schönborn, Zen – assinaram a carta, na qual também agradecem ao Papa Bento XVI pela beatificação do “servidor da Misericórdia”, João Paulo II.

E acrescentaram a petição: que permita a abertura da causa do “doutorado” de Santa Faustina, o que ajudaria a promover no mundo a mensagem da Misericórdia divina.

O arcebispo de Cracóvia, cardeal Stanislaw Dziwisz, anunciou que se proporia aos participantes do congresso que assinassem a petição a favor do doutorado. Esta petição se irá estendendo, pouco a pouco, ao mundo inteiro.

Zenit

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

DIA O5 DE OUTUBRO: Dia de Santa Faustina, Apostola da Misericórdia


SANTA IRMÃ MARIA FAUSTINA KOWALSKA
(1905-1938)


Glogowiec, lugar de nascimento de Irmã Faustina
                                                     Irmã Faustina com seus familiares



A Irmã Faustina Kowalski, apóstola da Misericórdia de Deus conhecida em todo o mundo,
é considerada pelos teólogos como uma pessoa que faz parte de um grupo de notáveis místicos
da Igreja. Nasceu no dia 25 de agosto de 1905, como a terceira dos dez filhos numa pobre mas piedosa família de aldeões, em Glogowiec (Polônia). No batismo, que se realizou na igreja paroquial de Swinice Warskie, recebeu o nome de Helena. Desde a infância distinguiu-se pela piedade, pelo amor à oração, pela diligência e obediência, e ainda por uma grande sensibilidade à miséria humana. Apesar de ter frequentado a escola por menos de três anos, no DIÁRIO por ela deixado, numa linguagem extremamente transparente, descreveu exatamente o que queria dizer, sem ambiguidades, com muita simplicidade e precisão.
Nesse DIÁRIO, escreve ela a respeito das vivências da sua infância:

 “... eu senti a graça à vida religiosa desde os sete anos. Aos sete anos de vida ouvi pela primeira vez a voz de Deus em minha alma, ou seja, o convite à vida religiosa, mas nem sempre fui obediente à voz da graça. Não me encontrei com ninguém que me pudesse esclarecer essas coisas”.
Aos dezesseis anos de idade, deixou a casa paterna para ir trabalhar como empregada doméstica em Aleksandrów, perto de Lodz, a fim de  angariar meios para a subsistência própria e ajudar
os pais. Nesse tempo o desejo de ingressar na vida religiosa aos poucos ia amadurecendo nela. Visto que seus pais não concordavam com tal decisão, Heleninha procurou sufocar em si
o chamado divino.
Anos depois, escreveria em seu DIÁRIO: “Numa ocasião, eu estava com uma de minhas irmãs num baile. Enquanto todos se divertiam a valer, a minha alma sentia tormentos interiores. No momento em que comecei a dançar, de repente vi Jesus a meu lado, Jesus sofredor, despojado de Suas vestes, todo coberto de chagas e que me disse estas palavras: Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu me decepcionarás? Nesse momento parou a música animada, não vi mais as pessoas que comigo estavam, somente Jesus e eu ali permanecíamos. Sentei-me ao lado de minha irmã, disfarçando com uma dor de cabeça o que se passava comigo. Em seguida, afastei-me discretamente dos que me  acompanhavam e fui à catedral de S. Estanislau Kostka. Já começava a anoitecer e havia poucas pessoas na catedral. Sem prestar atenção a nada do que ocorria à minha volta, caí de bruços diante do Santíssimo Sacramento e pedi ao Senhor que me desse a conhecer o que devia fazer a seguir. Então, ouvi estas palavras: Vai imediatamente a Varsóvia (Polônia) e lá entrarás no convento. Terminada a oração, levantei-me, fui para casa e arrumei as coisas indispensáveis. Da maneira como pude, relatei a minha irmã o que havia acontecido na minha alma. Pedi que se despedisse por mim de meus pais e assim, só com a roupa do corpo, sem mais nada, vim para Varsóvia” (Diário, 9).
Em Varsóvia (Polônia), procurou um lugar para si em diversas comunidades religiosas, mas em todas foi recusada. Foi somente no dia 1 de agosto de 1925 que se apresentou à Congregação
das Irmãs da Divina Misericórdia, na Rua Zytnia, e ali foi aceita. Antes disso, para atender às condições, teve que trabalhar como empregada doméstica numa família numerosa na região
de Varsóvia, para dessa forma conseguir o enxoval pessoal.
Ela descreveu em seu DIÁRIO os sentimentos que a acompanhavam após ter ingressado
na vida religiosa: “Sentia-me imensamente feliz, parecia que havia entrado na vida do paraíso.
O meu coração só era capaz de uma contínua oração de ação de graças” (Diário, 17).
                Parque Veneza, em Lodz
                    – o lugar do baile.

Catedral de S. Estanislau Kostka
em Lodz, Polônia.


Interior da catedral. Neste lugar Jesus Cristo chamou Irmã Faustina à vida religiosa.
Casa generalícia da Congregação de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia
em Varsóv
ia, Polônia, Rua Zytnia 3/9, na qual ingressou Irmã Faustina.

Na congregação recebeu o nome de Irmã Maria Faustina. Realizou o noviciado em Cracóvia e foi ali que, na presença do bispo Estanislau Rospond, professou tanto os primeiros votos religiosos como, passados cinco anos, os votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência. 

Trabalhou em diversas casas da Congregação, porém permaneceu mais tempo em Cracóvia (Polônia), Vilna (Lituânia) e Plock (Polônia), exercendo as funções de cozinheira, jardineira e  porteira. Exteriormente nada deixava transparecer a sua profunda vida mística. Ela cumpria assiduamente as suas funções, guardando com zelo a regra religiosa. Era recolhida e silenciosa, embora ao mesmo tempo fosse desembaraçada, serena, cheia de amor benevolente e desinteressado para com o próximo.


O severo estilo de vida e os extenuantes jejuns que ela se impunha antes ainda de ingressar na Congregação enfraqueceram tão severamente seu organismo que já no postulado teve de ser encaminhada para tratamento de saúde. 

Após o primeiro ano do noviciado vieramas experiências místicas extremamente dolorosas – da chamada noite escura, e depois os sofrimentos espirituais e morais relacionados com o cumprimento da missão que havia recebido de Jesus Cristo.
Irmã Faustina ofereceu a sua vida a Deus em sacrifício pelos pecadores, a fim de salvar as suas almas, e por essa razão foi submetida a numerosos sofrimentos. 

Nos últimos anos de vida intensificaram-se as enfermidades do organismo: desenvolveu-se a tuberculose, que atacou os pulmões e o trato alimentar. 

Por essa razão, por duas vezes, durante alguns meses, permaneceu em tratamento no hospital. Completamente esgotada fisicamente, mas em plena maturidade espiritual e misticamente unida a Deus, faleceu no dia 5 de outubro de 1938 com fama de santidade, tendo apenas 33 anos de idade, dos quais 13 anos de vida religiosa (Notas do Diário de santa Irmã Faustina).

VATICANO, Praça de S. Pedro, 30 de abril de 2000.
O Papa João Paulo II proclama a Irmã Faustina Kowalski santa.


Convento da Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia em Plock (Polônia),
onde Jesus Cristo apareceu a Irmã Faustina e lhe recomendou que pintasse uma imagem,
apresentando-lhe o modelo na visão.
Casa da Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, onde nos anos 1933-1936 residiu Irmã Faustina
e onde Jesus Cristo lhe ditou o terço da Misericórdia Divina. Vilna (Lituânia), Rua Grybo, 29
Convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia
em Cracóvia – Lagiewniki, Rua S. Faustina 3, na Polônia – lugar de descanso dos restos mortais de Irmã Faustina.
Trecho do manuscrito do Diário de santa Irmã Faustina.



No dia 10 de dezembro de 2005, por um decreto da Santa Sé, a santa Irmã Faustina foi proclamada padroeira da cidade de Lodz (Polônia).


Monumento à S. Irmã Faustina na Praça da Independência, em Lodz.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Santa Faustina e a Divina Misericórdia




Jesus Cristo escolheu Santa Faustina para transmitir à Igreja e ao mundo a mensagem do Seu amor misericordioso. Conheça agora um pouco mais sobre a vida dessa serva de Deus:Irmã Faustina nasceu no dia 25 de agosto de 1905, na Polônia. Desde a infância sentiu a aspiração à vida religiosa, mas tratou de esquecer este desejo por causa da recusa dos pais de lhe dar a benção para tal opção.Com 16 anos deixou a casa paterna depois de uma visão de Cristo muito chagado, com a Cruz ás costas, que lhe questionava até quando iria esperá-la. Imediatamente foge de casa e vai para Vilna, capital da Polônia,onde começou a trabalhar como doméstica para conseguir o dinheiro do dote ,necessário na época para ingressar na vida religiosa. Mais tarde, após muita oração, tomou a decisão de ingressar num convento em 1924 na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia. Teve uma vida espiritual rica de generosidade, de amor e de carismas, escondidos na humildade das tarefas cotidianas. Disse o Senhor a Irmã Faustina:“Tua tarefa é escrever tudo que te dou a conhecer sobre a minha Misericórdia para o proveito das almas, as quais lendo estes escritos, experimentarão consolo na alma e terão coragem de se aproximar de mim. E, por isso, desejo que dediques todos os momentos livres a escrever” (Diário, n. 1693).Esse diário é composto de alguns cadernos. E assim, não por vontade própria (Santa Faustina sentia um grande desconforto em registrar qualquer coisa da sua vida interior por escrito), mas por exigência do Senhor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas em centenas de páginas.Em 1933, Deus ofereceu a Irmã Faustina uma impressionante visão de Sua Misericórdia. Ela a narra no seu diário:"Vi uma grande luz, e nela Deus Pai. Entre esta luz e a Terra vi Jesus pregado na Cruz de tal maneira que Deus, querendo olhar para a Terra, tinha que olhar através das chagas de Jesus. E compreendi que somente por causa de Jesus Deus está abençoando a Terra". Jesus pediu a Santa Faustina:"Às três horas da tarde implora à Minha Misericórdia, especialmente pelos pecadores, e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a hora de grande Misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir em nome da Minha Paixão".O Senhor escolheu essa religiosa para se tornar apóstola da Sua misericórdia a fim de aproximar mais de Deus os homens, segundo o expresso mandato d'Ele [Jesus Cristo]: "Os homens têm necessidade da Minha Misericórdia". Em 1934, Irmã Maria Faustina ofereceu-se a Deus pelos pecadores, sobretudo por aqueles que tinham perdido a esperança na Misericórdia Divina. Nutriu uma fervorosa devoção à Eucaristia e à Mãe do Redentor, e amou intensamente a Igreja participando, discretamente, da missão de salvação desta. Enriqueceu a sua vida consagrada e o seu apostolado com o sofrimento do espírito e do coração. Consumada pela tuberculose, morreu em Cracóvia no dia 5 de outubro de 1938, com a idade de 33 anos. Sua canonização aconteceu em 30 de abril de 2000, pelas mãos do Santo Padre, o Papa João Paulo II