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terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Cruz: o outro nome do Amor



Uma Cruz, um Homem, dor e sangue. Natureza e humanidade num encontro mortal. Um espetáculo sangrento, com requintes do absurdo, mas curiosamente proporcionando beleza. Uma sinfonia onde a dissonância produziu melodia. 


Do embate amargo entre a truculência romana e a disponibilidade intrigante Daquele humilde e belo judeu, nasceu o baile da esperança. Coisas de um Deus detalhista, amorosamente artístico. Deus abraçou a cruz, mas permaneceu com os braços abertos, formando assim o majestoso canal por onde angústias e ódios podem esvair-se.




A cruz é o ponto exato da convergência dos contrastes. A mais aguda dor, na mais doce ternura. A mais apavorante cena, no enredo mais lindo. O frágil judeu espancado, revelando-se O "maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9,6)


No auge das trevas, a Luz do mundo brilha mais fortemente quando parece que vai apagar-se. No alto da cruz, o Deus solitário grita, mas não é um grito, é meu nome que escapa. Benditos contrastes!



Nos ombros, o peso do mundo. Um caminhar lento, pesaroso, como se milhares de mãos no peito o empurrassem para trás. Ele avança. Sabe que eu preciso.


É como o pai que mesmo humilhado na guerra diária da vida, engole calado as contrariedades de seu trabalho árduo porque sabe que o filho precisa de pão. No grande trabalho da Cruz, este Cordeiro quanto mais sobe o Calvário e quanto mais humilhado fica, mas este enche a minha vida do pão da dignidade. Ele sabe disso, e continua.


Sede. O corpo avista a placa do limite que Ele já passou. Um líquido horrível e amargo lhe é apresentado. Este é o fel que amargura aquele que só nos dá doçura. Ali, pendendo como um fruto de uma árvore, está um corpo em frangalhos.


Fracasso? Não! Triunfo! O mais absoluto triunfo! A chave é virada na fechadura da Graça. A porta está aberta. O véu perdeu a legitimidade. Não há mais fronteiras. O Servo venceu. O Humilhado é digno. Minha alma agora pode adorar. Caiu a cadeia que me sufocava.


Após a ressurreição, ele mantém suas feridas. Um lembrete mudo daquele limite. Ele anda pela vida nos encontros com seus amados. Transmitindo-lhes uma certeza: valeu à pena! Por causa disso, agora estou livre. Posso cruzar fronteiras! Posso olhar para dentro de mim.



Agora, a Ceia do Senhor tem um colorido magistral: "fazei isto em memória de mim": posso olhar para trás livre dos temores do passado. Agora eu posso fechar os olhos e olhar para dentro de mim mesmo, pois sei que os fantasmas dos sonhos mortos já não pode me assustar, pois Ele venceu meus erros do passado, e também  posso aguardar o amanhã confiante, pois sei que lá está esperando-me de braços abertos.

Como diz a letra de uma música: "Leva-me pra Cruz onde eu te encontro", lá, na Cruz de cada dia, encontro o motivo para eu abraçá-la: Jesus crucificado, preso por Amor a minhas cruzes. Contemplando-o tomo coragem.


A extraordinária beleza da cruz transmite certezas ao meu caminhar. Seu legado anda comigo: Perdão, Graça, entrega, Amor. É libertador ter a certeza feliz do Deus forte nos fracos. Ontem eu tive a certeza: Amor é o outro nome da cruz.


Obrigado Jorge Lucas

terça-feira, 17 de setembro de 2013

VOU TE LEVAR- Banda Dom


Eu, mais um servo teu Senhor,
ao teu dispor,

disposto a te entregar minha vida.

Ser luz aos corações, acender a Fé

e o mundo iluminar...


Vou te levar, vou te mostrar,

que todos possam ver a luz que vem de Ti


e brilha em mim, não posso ocultar
Vou te levar em meu olhar, sim.

Hoje estás em mim meu Deus, meu Tesouro,

algo que eu não posso esconder.

Eu tenho que mostrar que o amor que vive em mim
quer habitar os corações.

Vou te levar, vou te mostrar,

que todos possam ver a luz que vem de Ti
e brilha em mim, não posso ocultar

Vou te levar em meu olhar...


Cantarei pra sempre o teu amor
e carregarei sem medo a tua cruz

todos vão Te conhecer
E em Ti vão renascer

Vou te levar, vou te mostrar,

que todos possam ver a luz que vem de Ti
e brilha em mim, não posso ocultar

Vou te levar em meu olhar...



Subo ao Altar de Deus...



Subo ao altar de Deus que é a alegria da minha juventude


Subo silenciosamente


Com o coração alegre e cheio de temor



Pois sei onde o Senhor me levará


Onde estaria eu se não fosse o Seu amor, Senhor?


Como seria feliz se não fizesse o que me manda o meu Senhor?

Tornar-me um consagrado por amor 

Ouvi a Tua voz por isso estou aqui

Senti o Teu chamado então me decidi


E me lanço me entrego nos braços do Teu amor


Pois nesse amor quero permanecer


O Teu amor me queima sem me consumir


O Teu amor é um mar de águas impetuosas


E voltas e voltas, e voltas do Teu amor. Pois nesse amor quero me consumir


Faz-me sentir o Teu Amor




Faz-me sentir a Tua Presença


Quero ficar diante de Ti Senhor



Para Sempre...


Dedicado a um filho muito amado, Lucas e a todos os que desejam consagrarem-se ao Senhor.