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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O dia de todos os santos



01 de Novembro
Solenidade de Todos os Santos

Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de TODOS.

Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de TODOS para a felicidade Eterna.

"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade." Todos são chamados à santidade: " Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito" (Mt 5,48) (CIC 2013).





Sendo assim, nós passamos a compreender o início do Sermão do abade São Bernardo: "Para quê louvar os santos, para que glorificá-los? Para quê, enfim, esta solenidade?

Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles"

Sabemos que desde os primeiros séculos que os cristãos praticam o culto dos Santos, a começar pelos Mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade.

Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas"(Apoc 7, 9).




Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, Sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares, ou Religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide viver o Evangelho que funciona na Igreja e na Sociedade.

Portanto a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos Santos, sois da Família de Deus"(Ef 2,19).
Neste dia a Mãe faz este apelo a todos nós seus filhos: " O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).

Todos os Santos de Deus...rogai por nós!

A Misericórdia que nos salva



Uma das passagens mais fascinantes da Escritura é aquela em que Cristo anda sobre as águas.

Mateus 14, 21-33

No mar revolto,durante a madrugada, os discípulos julgando ver um fantasma andando sobre as águas, se encheram de medo; Jesus os acalma dizendo-lhes:"sou Eu!"

Pedro diz: "Se és tu mesmo, manda ir ter contigo". Jesus falou-lhe "vem". Pedro então colocou os pés do lado de fora do barco e deu os primeiros passos, mas ao sentir o vento duvidou e começou a afundar. Clamou por socorro, e Jesus estendeu Sua mão e o socorreu.

Essa passagem como a maioria das escrituras tem um caráter literal, didático e espiritual.

Muitos enfatizam a pouca fé de Pedro,mas ele acreditou em Jesus o suficiente para pular fora do barco e andar sobre as águas. Pedro deu alguns passos. Quem poderia hoje realizar tal feito?

A passagem ensina que nós, a princípio, nos animamos ao conhecer a Jesus, damos os primeiros passos, mas de tempos em tempos nossa vida passa por tempestades, por mares revoltos então fraquejamos. Sentimos o vento do mundo, desviamos os olhos da fé e afundamos vertiginosamente e,nessa hora, gritamos por socorro.E Deus nos ouve...

A água representa a nossa vida, tantas vezes instavél e imprevisível. Nos momentos em que as "ondas" parecem nos submergir, e esquecemos que diante de nós está Aquele que é a nossa única segurança, então parece que vamos afundar nas dificuldades que se nos impõe. Mas que grande alegria é ver que neste momento, quando aparentemente pereceremos, encontramos a Mão que nos sustenta e nos segura.

Ah! Misericórdia de Deus que nos sustenta!A cada dia podemos estar certos que estamos protegidos pelo seu infinito amor e caminhamos em direção à nossa Salvação, guiados pela mão de Jesus, pois somos incapazes de percorrer sozinhos esse caminho,por isso só com a mão de Cristo é possível andarmos sobre este mundo que passa(problemas, pecados, sofrimentos....)e encontrarmos o Senhor que nos chama, como a Pedro: "VEM!".Por isso se a tempestade quiser nos submergir, lá estará o Senhor...

Corramos, pois, ao encontro da sua Misericórdia que nos salva....

Santa Faustina e a Divina Misericórdia




Jesus Cristo escolheu Santa Faustina para transmitir à Igreja e ao mundo a mensagem do Seu amor misericordioso. Conheça agora um pouco mais sobre a vida dessa serva de Deus:Irmã Faustina nasceu no dia 25 de agosto de 1905, na Polônia. Desde a infância sentiu a aspiração à vida religiosa, mas tratou de esquecer este desejo por causa da recusa dos pais de lhe dar a benção para tal opção.Com 16 anos deixou a casa paterna depois de uma visão de Cristo muito chagado, com a Cruz ás costas, que lhe questionava até quando iria esperá-la. Imediatamente foge de casa e vai para Vilna, capital da Polônia,onde começou a trabalhar como doméstica para conseguir o dinheiro do dote ,necessário na época para ingressar na vida religiosa. Mais tarde, após muita oração, tomou a decisão de ingressar num convento em 1924 na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia. Teve uma vida espiritual rica de generosidade, de amor e de carismas, escondidos na humildade das tarefas cotidianas. Disse o Senhor a Irmã Faustina:“Tua tarefa é escrever tudo que te dou a conhecer sobre a minha Misericórdia para o proveito das almas, as quais lendo estes escritos, experimentarão consolo na alma e terão coragem de se aproximar de mim. E, por isso, desejo que dediques todos os momentos livres a escrever” (Diário, n. 1693).Esse diário é composto de alguns cadernos. E assim, não por vontade própria (Santa Faustina sentia um grande desconforto em registrar qualquer coisa da sua vida interior por escrito), mas por exigência do Senhor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas em centenas de páginas.Em 1933, Deus ofereceu a Irmã Faustina uma impressionante visão de Sua Misericórdia. Ela a narra no seu diário:"Vi uma grande luz, e nela Deus Pai. Entre esta luz e a Terra vi Jesus pregado na Cruz de tal maneira que Deus, querendo olhar para a Terra, tinha que olhar através das chagas de Jesus. E compreendi que somente por causa de Jesus Deus está abençoando a Terra". Jesus pediu a Santa Faustina:"Às três horas da tarde implora à Minha Misericórdia, especialmente pelos pecadores, e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a hora de grande Misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir em nome da Minha Paixão".O Senhor escolheu essa religiosa para se tornar apóstola da Sua misericórdia a fim de aproximar mais de Deus os homens, segundo o expresso mandato d'Ele [Jesus Cristo]: "Os homens têm necessidade da Minha Misericórdia". Em 1934, Irmã Maria Faustina ofereceu-se a Deus pelos pecadores, sobretudo por aqueles que tinham perdido a esperança na Misericórdia Divina. Nutriu uma fervorosa devoção à Eucaristia e à Mãe do Redentor, e amou intensamente a Igreja participando, discretamente, da missão de salvação desta. Enriqueceu a sua vida consagrada e o seu apostolado com o sofrimento do espírito e do coração. Consumada pela tuberculose, morreu em Cracóvia no dia 5 de outubro de 1938, com a idade de 33 anos. Sua canonização aconteceu em 30 de abril de 2000, pelas mãos do Santo Padre, o Papa João Paulo II