"Sede misericordiosos como vosso Pai celeste é misericordioso"(Mat 5,7).Um blog de Formações, imagens e orações, que tem como objetivo proclamar a misericórdia do Senhor...sejam todos bem vindos. JESUS, EU CONFIO EM VÓS!
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sábado, 12 de março de 2011
Papa demonstra proximidade ao Japão após terremoto
CIDADE DO VATICANO/TOKIO, sábado, 11 de março de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI expressou sua “profunda tristeza” pelos “trágicos efeitos” do terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão nessa sexta-feira. O pontífice demonstrou sua proximidade “neste momento difícil”.
O Papa enviou um telegrama ao presidente da Conferência Episcopal do Japão, Dom Leo Ikenaga, através do secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone.
No texto, o pontífice lamentou a tragédia, disse que reza “pelos mortos e invoca as bênçãos divinas da fortaleza e o consolo sobre suas famílias e amigos”.
Por último, expressa sua “solidariedade na oração a todos os que estão proporcionando resgate, auxílio e apoio às vítimas deste desastre”.
Neste sábado, o governo japonês elevou para mais de 500 o número de mortos pelo terremoto de magnitude 8,9. O evento foi seguido de um tsunami que devastou a região nordeste do país.
O país ainda vive a tensão de novos problemas advindos da catástrofe devido ao risco de novos tsunamis. Há também risco de vazamento de radiação em uma usina nuclear.
O Japão confrontou na manhã deste sábado a devastação provocada pela tragédia. Na costa nordeste do país, ainda há incêndios e cidades parcialmente submersas. Pelo menos 700 pessoas estão desaparecidas e 1.100 se feriram.
“Estamos ainda em estado de choque com o que aconteceu. As notícias são confusas, mas a diocese mais afetada é a de Sendai”, afirmou à Agência Fides o padre Koichi Otaki, sacerdote japonês e chanceler da diocese de Niigata.
Dom Isao Kikuchi, presidente da Cáritas no Japão, afirmou que a comunidade católica japonesa, embora pequena, não faltará ao compromisso de solidariedade com as vítimas.
Deus Caritas est
« Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele » (1 Jo 4, 16). Estas palavras da I Carta de João exprimem, com singular clareza, o centro da fé cristã: a imagem cristã de Deus e também a consequente imagem do homem e do seu caminho. Além disso, no mesmo versículo, João oferece-nos, por assim dizer, uma fórmula sintética da existência cristã: « Nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem ».
Nós cremos no amor de Deus — deste modo pode o cristão exprimir a opção fundamental da sua vida. Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. No seu Evangelho, João tinha expressado este acontecimento com as palavras seguintes:
« Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único para que todo o que n'Ele crer (...) tenha a vida eterna » (3, 16). Com a centralidade do amor, a fé cristã acolheu o núcleo da fé de Israel e, ao mesmo tempo, deu a este núcleo uma nova profundidade e amplitude.
O crente israelita, de fato, reza todos os dias com as palavras do Livro do Deuteronómio, nas quais sabe que está contido o centro da sua existência: « Escuta, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças » (6, 4-5). Jesus uniu — fazendo deles um único preceito — o mandamento do amor a Deus com o do amor ao próximo, contido no Livro do Levítico: « Amarás o teu próximo como a ti mesmo » (19, 18; cf. Mc 12, 29-31).
Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um « mandamento », mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro."
« Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único para que todo o que n'Ele crer (...) tenha a vida eterna » (3, 16). Com a centralidade do amor, a fé cristã acolheu o núcleo da fé de Israel e, ao mesmo tempo, deu a este núcleo uma nova profundidade e amplitude.
O crente israelita, de fato, reza todos os dias com as palavras do Livro do Deuteronómio, nas quais sabe que está contido o centro da sua existência: « Escuta, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças » (6, 4-5). Jesus uniu — fazendo deles um único preceito — o mandamento do amor a Deus com o do amor ao próximo, contido no Livro do Levítico: « Amarás o teu próximo como a ti mesmo » (19, 18; cf. Mc 12, 29-31).
Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um « mandamento », mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro."
Encíclica "Deus Caritas est"
Bento XVI
Contemplar-nos através do espelho do Olhar de Deus
Deus jamais tirou os olhos de você. Nem tampouco deixou de escutar suas orações. Ele vê seu coração e sabe tudo o que você está passando neste exato momento porque o ama.
O amor tem este poder maravilhoso de trazer à tona os segredos e curar o coração da pessoa amada. Entra nos quartos escuros da alma, não para acusar, mas para dissipar os medos e fechar as feridas interiores. O amor são os olhos de Deus. É com bondade e misericórdia que Ele olha para você. Ele o compreende mesmo que você não fale. E o aceita com amor sem que você precise dar explicações de como tem vivido.
Deus é aquele de quem não precisamos nos esconder. Ele nos aceita com todos os nossos segredos. Acolhe-nos do jeito que somos com nossas qualidades e defeitos, tristezas e alegrias. Você não precisa tentar ser outra pessoa para que Deus o ame. Pois, Ele já o ama e aceita do jeito que você é. Seus olhos se enchem de alegria por sua causa. Ele conhece o seu coração e sabe das coisas que são importantes para você. Ele se interessa pela sua felicidade porque o ama com um amor apaixonado: amor de um Deus Todo Poderoso.
Para demonstrar a força e a grandeza de seu carinho Ele confessa: “Sacrifico riquezas para salvar sua vida, porque você vale muito aos meus olhos. Eu tenho amor por você e me importo com o seu bem” (cf. Is 43, 1-5).
A questão é que quando, na nossa vida, o sofrimento bate, com muita força ou demasiado tempo, nem sempre é fácil perceber esse Amor.
As dificuldades mais duras costumam chegar de repente, sem nenhum aviso: o relacionamento que termina sem explicação, a depressão que aparece sorrateira, brigas, enfermidades, a morte de uma pessoa querida. Às vezes, parece que os problemas combinaram de aparecer todos juntos de uma vez. Então, nossas forças se dissipam e, com elas, vão embora a tranqüilidade e a vontade de lutar. Pouco a pouco, vamos nos sentindo esgotados e sozinhos.
Nos momentos de escuridão e amargura podemos pensar: “O Senhor me abandonou, meu Deus me esqueceu!” (Is 49,14); e até mesmo chorar aflitos: “Por que comigo? O que foi que eu fiz para merecer isso? Preciso que diminua meu sofrimento. Meu Deus, preciso de uma saída”.
Deus, que vê o coração. sempre responde quando a oração é sincera: “Pode uma mulher esquecer o seu filhinho? Poderia ela não ter amor pela criancinha que a chama de mãe? Mesmo que isso acontecesse, eu jamais esquecerei você. Pois o tenho sempre diante dos meus olhos” (cf. Is 49,14-16).
Deus ama você como alguém jamais o amou. Ele está aqui ao seu lado neste momento. Jamais o esqueceu. Nunca o abandonou, nem mesmo quando você se afastou dele. Conhece os seus segredos mais íntimos porque o ama. Ele não o julga por causa de seus pecados, mas quer libertá-lo de toda angústia porque deseja o melhor para você.
O olhar de Deus não é como o das pessoas que você conhece (cf. Is 55,8). As pessoas ficam presas às aparências, mas Deus vê além. Seu olhar chega onde ninguém mais consegue enxergar: nas profundezas do coração. É por isso que Ele conhece suas lutas, dores e sofrimentos.
Se você permitir, hoje mesmo, Ele o atenderá e dará a paz que você tanto necessita. Ele vai colocá-lo de pé e lhe dará uma força que você não imaginava ser possível experimentar. Ele mesmo diz: “Eu vi, eu vi a sua aflição, e ouvi o seu clamor. Sim, eu conheço os seus sofrimentos. E desci para libertar você” (cf. Ex 3,7-8) “… pois, eu, o Senhor, ouvi sua oração, e vi suas lágrimas. Por isso, eu o curarei” (II Rs 20,5).
O olhar de Deus cura. E a oração é a hora em que o coração se abre diante dele. Na oração, eu reconheço minhas enfermidades, sofrimentos, pecados. Abro-me, então, ao perdão e posso receber a cura. Posso nascer de novo.
Um homem se torna novo quando aceita que Deus cure seu coração ferido pelo pecado. Uma mulher nova é aquela que se tornou mais madura, mais saudável, mais bonita, mais sábia, mais perfeita.
Dizem que a mulher sempre melhora quando se torna mãe. Contudo, há algo que torna belo, não só as mães, mas a todos: aceitar ser olhado com amor. A pessoa que aceita ser amada fica mais bonita, mais bondosa. Torna-se uma pessoa melhor, uma pessoa nova.
Há quem diga que o amor é cego. Não é verdade. O amor é a única força que nos faz enxergar o que na vida vale a pena. O amor são os olhos de Deus. E esses olhos estão voltados para você:
“O Senhor teu Deus está no meio de ti como herói Salvador! Ele anda em transportes de alegria por causa de ti, e te renova seu amor. Ele exulta de alegria a teu respeito como num dia de festa. Suprimirei os que te feriram, tirarei a vergonha que pesa sobre ti. Exterminarei, naquele dia, todos os teus opressores. Salvarei os coxos, recolherei os dispersos, farei deles um objeto de louvor, e de sua vergonha uma glória para toda a terra, no tempo em que eu vos reconduzir, no tempo em que vos recolher, porque farei de vós um objeto de glória e de louvor entre todos os povos da terra, quando eu tiver realizado a vossa restauração sob os vossos olhos, diz o Senhor” (Sf 3,17-20).
Um bom dia a Todos!!!!!
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