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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

MANJEDOURAS DE AMOR





Neste natal é preferível mais interior que exterior
Precisa-se ir mais além, conhecer o amor
Não precisamos de muita luz
Nem de muitos cartões
Basta lembrar a ternura do menino Jesus
E já não precisamos de tantas emoções.

Caminhando a passos lentos,
Sentimos brusco o sopro do vento,
Que bate no rosto, talvez transpasse o coração,
Pedindo ao Menino que ao longe vem
Trazendo, com carinho, tanto alento.

Andamos por muito tempo
Em vales e pântanos escuros,
E no mais repentino da alma,
Vem um Amado com calma
E faz do nosso coração manjedoura,
Cheia do vivo amor para Seu nascimento

Ao nascer, já sabe falar ao coração do mundo,
Palavras de misericórdia e amor profundo
Mas suas promessas vão além do humano pensamento,
Pois Ele traz mistérios de amor,
Junto com o ouro, a mirra e o incenso.

Além de Amor,
Vem anunciar o céu e a salvação,
Podar árvores de almas machucadas
Há muito nem notadas,
Pisadas pelo mundo vão.

Enfim, lá vem o Pequenino,
Templo de pureza e real encanto,
Com mãos de afago, mãos de menino,
Que consola dor e enxuga pranto.
E mais, Ele diz que Natal
Não é passageira comemoração,
E nem luz que se apaga facilmente,
Mas luz que alumia veementemente,
Todos os dias o coração.


Vinícius da Silva Vieira, Vocacionado FMJS - Poema publicado no Jornal O POVO de 23/12/2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A TODOS OS QUE NOS VISITAM UM FELIZ E SANTO NATAL




Neste Natal, todos nós da Comunidade Filhos da Misericórdia queremos agradecer as mais de 8.235 pessoas que passaram por este blog em 2010.

Queremos que saibam que estarão todas em nossas orações!

Quero felicitar duas pessoas em especial...Adriano POntes, com seu excelente blog Fé em atitude, e Alexandre, da Comunidade Recado...que muito contribuiram com seus comentários...a vcs nossa eterna gratidão...

Também a todos as pessoas que visitaram o blog de outros paises, especialmente nossos irmão de Portugal...a todos as nossas orações...

Que em 2011 todos possamos nos encontrar aqui no Blog...

Feliz Natal a Todos!!!

A oração do caminho...




Senhor...eu sei que minha caminhada tem um destino e uma direção,por isso devo medir meus passos, prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam
ou pelos quais passo eu...

Que eu não me iluda com o ânimo dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão
no caminho e se cansarão mais cedo...

Quando o cansaço houver, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar,porque me impulsiona algo que é maior que eu.

Que eu não me considere melhor do que aqueles que ficaram para trás, porque as mesmas pedras que toparam podem me derrubar um dia.

Que eu descubra que o caminho é tão belo quanto a chegada, e que ele me proporciona um tesouro inestimável chamado APRENDIZAGEM...

E que eu saiba que não estou só, pois Tu vais comigo, segurando minha mão e me dando sempre novas forças.

Por isso eu sigo...cada dia, cada passo...até meu destino: O céu...

Neste caminho que criaste para mim chamado VIDA, eu ando feliz, porque estás comigo sempre...

Dicionário da Vida




Adeus:
É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo:
É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.

Amor ao próximo:
É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.

Caridade:
É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.

Ciúme:
É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Lágrima:
É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Mágoa:
É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar

Orgulho:
É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.

Perdão:
É presente que damos a quem nos fere e remédio que cura nosso coração.

Pessimismo:
É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.

Paz:
É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.

Raiva:
É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.

Simplicidade:
É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Saudade:
É estando longe, sentir vontade de voar; e estando perto, querer parar o tempo.

Solidão:
É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Ternura:
É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Sinceridade:
É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Gratidão:
Memória do coração.

Oração:
Trato de amizade entre um coração limitado e um Coração Infinito...

bom dia para todos!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Jesus menino - Comunidade Recado



Que simplicidade e humildade do Senhor!
O Pai nos deu um presente: O seu Filho Salvador





Ele veio por amor, veio para resgatar
Todo aquele que deixá-lo em seu coração morar





Jesus menino, o meu coração se faz manjedoura
Pra te acolher em minha pequenez
Ó quanta alegria nos dás!





Jesus menino, os anjos no céu e os homens na terra
Dão glória e louvor a Deus nas alturas
Celebram o amor que nasceu entre nós






A todos um feliz e santo NATAL!!!!

Jesus...o pequeno esperado



Em oração contemplemos a Virgem Maria e São José, em sua longa e penosa jornada até Belém. Pois lá – e em nenhum outro lugar do mundo! – deveria nascer o Salvador da humanidade como uma criança judia.

Deus o predisse ao profeta Miquéias 700 anos antes: “E tu, Belém de Efrata, não és pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, pois de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5,2).

Belém-Efrata, um pequeno lugarejo situado entre vinhedos e olivais, é a cidade judaica onde nasceu o rei Davi.

Exatamente ali nasceu também o Messias, o futuro Rei dos reis. Belém, pequena cidade! Como esse lugar é precioso para nós! Como nos faz feliz a época do Natal! Mas para o Messias, para o Rei e Senhor, não se achou um abrigo ou um lugar de acordo com sua importância.

A estrebaria e manjedoura não têm relação alguma com romantismo e meiguice, pois testemunham amarga pobreza. Porém, Deus o quis assim.

O Senhor planejou que Seu Filho não tivesse um palácio à disposição. Sua vida sobre a terra foi, desde o primeiro momento, caracterizada por pobreza e privação. O caminho de Jesus nesta terra começou em uma manjedoura e terminou na cruz do Calvário.

Como o único sacrifício determinado por Deus, Ele trouxe expiação para nossos pecados através de Seu sangue. Na cruz Ele trouxe salvação para nós, pecadores.

Isaías o profetizou muito tempo antes: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Is 53,7).

Dessa forma Deus nos presenteou Seu Filho Jesus no Natal – e o que fizemos de Seu aniversário? Uma festa de consumo e luxo!

Será que pensamos em Seu nascimento quando estamos sentados à mesa da ceia do Natal, rodeados de familiares e amigos ou na hora em que abrimos nossos presentes?

Belém! Aqui, neste lugar, o céu se abriu e os anjos trouxeram as boas-novas a um grupo de humildes e amedrontados pastores que guardavam suas ovelhas durante a noite.

A mesma mensagem que encheu seus corações de alegria é anunciada a cada um de nós ainda hoje: “E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2,9-14).

Agora Ele havia chegado! A prometida luz, a brilhante estrela da manhã, da qual os profetas falaram: “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is 9,2).

Em cumprimento de profecias do Antigo Testamento, Jesus falou a Seu povo: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 8,12; 12,46).

Ele fala hoje a você e a mim! Quem permitir que a luz da graça de Deus, que é Jesus,resplandeça no coração, viverá o que realmente é o Natal do Senhor.

Feliz e santo Natal para todos!

Na manjedoura o Pão do céu



Vários autores relacionam a manjedoura onde Jesus foi colocado ao nascer com um altar. A presença do altar nas cenas da natividade significam a ligação entre a Encarnação de Cristo e a sua morte sacrifical. Sacrifício expresso evidentemente, em termos de simbolismo Eucarístico.

Muitas pessoas não sabem, mas Belém (pequena cidade de Judá, a 9 Km de Jerusalém, onde Jesus nasceu) significa, em hebraico, “Casa do Pão”.

São Jerônimo narra que o apóstolo São Paulo, quando entrou na gruta exclamou: “Te saúdo, Belém, casa do pão, na qual nasceu o pão descido do céu”.

Esta associação entre o Menino e o “Pão da Vida”, tem a seu favor o testemunho dos Santos Padres. Além disso, o próprio Jesus disse que era o "Pão vivo descido do Céu".

Nascimento, Morte e Eucaristia unidos entre si, é a única explicação aceitável desta inesperada construção que serve de Berço e, ao mesmo tempo, de Altar:

A manjedoura (recipiente onde se colocava o feno e a comida para os animais se alimentarem).

“Jesus foi colocado na manjedoura, disse São Cirilo de Alexandria, a fim de que nós, deixando a nossa vida de animais voltássemos para a razão, que é própria dos homens; e no aproximar-se da mesa de seu estábulo não encontrássemos mais o feno, mas o Pão descido do Céu: o Corpo da Vida”.

Assim, Natal e Eucaristia relacionam-se entre si. Vivamos pois, esta maravilhosa realidade...o Deus Eterno se faz pão numa pequena manjedoura...só por amor!

Tudo por causa de uma manjedoura






"Dia 24 de dezembro.Como todo brasileiro, deixei algumas compras para a última hora.No meio de tanta liquidação resolvi procurar uma manjedoura…

O vendedor me disse que tinham até “Moisés”, mas manjedoura estava em falta, mas que ainda ia chegar.

Indignado disse: mas onde o Menino vai nascer?


De repente olhei para o céu e no meio de tantas estrelas…, aliás, fazia tanto tempo que não tinha tempo de olhar para o
céu…, foi quando percebi que uma das estrelas brilhavam mais do que as outras!
Será a mesma estrela de Belém?

Foi quando uma criança se aproximou e me disse:
- Moço, o senhor é o papai noel?
Respondi logo um não! Seco! Não, eu não sou papai noel! Eu sou apenas alguém que quer entender o natal!
Mas a criança insistiu: - Não importa, mas eu quero meu presente!

Olhei profundamente para a criança e percebi que a criança estava descalça…, abri uma de minhas sacolas e tirei um par de sandálias nº 40 e disse: Use estas sandálias é melhor do que nada!

A criança sorriu e disse: - Aí não tem nada para comer?
Perguntei: Onde estão os teus pais?
Ela respondeu: - Meus pais estão aí pelas esquinas! Faz muito tempo que me deixaram.

Engoli seco e perguntei. - Você mora na rua?
A criança disse: Claro que não ! Venha ver onde moro.
Resolvi segui-la e chegamos debaixo de um viaduto, com alguns caixotes amontoados.
- É debaixo deste viaduto que você mora?
- É! Mas você não me disse nada sobre se tem alguma coisa para comer nestas sacolas!

Lembrei que havia comprado alguns pães de queijo e entreguei ao garoto que os devorou como se não se alimentasse a bastante tempo.
Enquanto devorava o alimento, fiquei pensando: este menino deve ser um entre muitos que perambulam pelas ruas de nossa cidade.

Foi quando perguntei: Qual o seu nome?
O menino disse: Você não acreditaria se lhe dissesse!
- Não, eu acreditarei! Pode falar!

- Meu nome é Jesus!
Soltei uma gargalhada e escarneci dizendo:
- Tá bom, conta outra… e seus pais se chamam José e Maria …!

- Não falei que não iria acreditar?…

- Deixe de brincadeira garoto, estou falando sério! Qual é seu nome! Eu já estou atrasado, preciso voltar para casa logo para a ceia de natal!

- Meu nome é Jesus, mas ninguém mais acredita em mim!
Indignado olhei para o menino e disse rispidamente: “Você não passa mais do que um menino de rua!”

- É isso mesmo ! Sou o que Sou, um menino de rua andando pelas ruas… Obrigado pelos pães de queijo. Acho que está atrasado para sua ceia de Natal!
Respondi confirmando: - É isso mesmo! Vou embora já estou atrasado, minha família me espera!

Olhei para o relógio e meia-noite se aproximava e acelerei os passos…!

Ao chegar em casa minha esposa perguntou-me:

- Querido, conseguiu a manjedoura?

- Não meu bem, procurei em todos os shoppings e camelôs, mas nenhuma manjedoura encontrei! Desta vez o Menino Jesus vai ter que ficar sem manjedoura mesmo!

- Onde você o guardou?
- Guardou o quê?
- O Menino Jesus! Oras…
- Como sempre eu o deixei no guarda-roupa na gaveta de cima!
- Já procurei mas não o encontrei!
- Como assim? Deve estar lá!

Corri ao quarto e revirei o guarda-roupa, mas a imagem do Menino Jesus não encontrei…

Foi quando me encontrei com minha esposa e ela me disse:
- Encontrou-o !
Respondi: Não!

- Mas onde será que este Menino Jesus foi parar?
Então respondi:

- Ele está perambulando pelas ruas, nas esquinas de nossa vida! Ele até tentou se encontrar comigo, mas eu o deixei perdido junto aos que vendiam crack debaixo do viaduto!

Minha esposa disse:
- Querido você ficou maluco! Do que você está falando?

- Estou falando da nossa vida! O Menino Jesus está nas ruas pois não tem nem casa, nem pai, nem mãe, muito menos uma manjedoura…, mas ninguém se importa com isso, nos acostumamos com nossa indiferença!

autoria: Clárison Avelar

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Árvore do Silêncio


"Estou preparando minha árvore de Natal.Quero que ela seja viva, mas não quero que seja exterior. Eu a quero dentro de mim. Tenho medo das exterioridades. Elas nos condenam. Ando pensando que o silêncio do interior é mais convincente que o argumento da palavra.


Quero que minha árvore seja feita de silêncios. Silêncios que façam intuir felicidade, contentamento, sorrisos sinceros.Neste Natal não quero mandar cartões. Tenho medo de frases prontas. Elas representam obrigação sendo cumprida. Prefiro a gratuidade do gesto, o improviso do texto, o erro de grafia e o acerto do sentimento. A vida é mais bonita no improviso, no encontro inesperado, quando os olhares se cruzam e se encontram.


Quero que minha árvore seja feita de realidades. Neste Natal quero descansar de meus inúmeros planos. Quero a simplicidade que me faça voltar às minhas origens. Não quero muitas luzes. Quero apenas o direito de encontrar o caminho do presépio para que eu não perca o menino Jesus de vista. Tenho medo de que as árvores muito iluminadas me façam esquecer o dono da festa.


Não quero Papai Noel por perto.Aliás acho essa figura totalmente dispensável! Pode ficar no Pólo Norte desfrutando do seu inverno. Suas roupas vermelhas e suas barbas longas não combinam com o calor que enfrentamos nessa época do ano. Prefiro a presença dos pastores com seus presentes sinceros.
Papai Noel faz muito barulho quando chega. Ele acorda o menino Jesus, o faz chorar assustado. Os pastores não. Eles chegam silenciosos. São discretos e não incomodam...
Os presentes que trazem nos recordam a divindade do menino que nasceu. São presentes que nos reúnem em torno de uma felicidade única. O ouro que brilha, o incenso que perfuma o ambiente e a mirra com suas composições miraculosas.


O papai Noel chega derrubando tudo. Suas renas indisciplinadas dispersam as crianças, reiram a paz dos adultos. Os brinquedos tão espalhafatosos retiram a tranquilidade da noite que deveria ser silenciosa e feliz. O grande problema é que não sabemos que a felicidade mais fecunda é aquela que acontece no silêncio.


É por isso que neste Natal eu não quero muita coisa. Quero apenas o direito de recolher o pequenino menino na manjedoura... Quero acolhê-lo nos braços, cantar-lhe canções de ninar, afagar-lhe os cabelos, apertar-lhe as bochechas, trocar-lhe as fraldas para que não tenha assaduras e dizer nos seus ouvidos que ele é a razão que me faz acreditar que a noite poderá ser verdadeiramente feliz.


Neste Natal eu não quero muito. Quero apenas dividir com Maria os cuidados com o pequeno menino. Quero cuidar dele por ela. Enquanto eu cuido dele, ela pode descansar um pouquinho ao lado de José. Ando desfrutando nos últimos dias o desejo mais intenso de que a vida vença a morte.Talvez seja por isso que ando desejando uma árvore invisível. O único jeito que temos de vencer a morte é descobrindo a vida nos pequenos espaços. Assim vamos fazendo a substituição. Onde existe o desespero da morte eu coloco o sorriso da vida.Façam o mesmo!Descubram a beleza que as dispersões deste tempo insistem em esconder. Fechem as suas chaminés. Visita que verdadeiramente vale à pena chega é pela porta da frente.



Na noite de Natal fujam dos tumultos e dos barulhos. Descubram a felicidade silenciosa. Ela é discreta, mas existe! Eu lhes garanto!Não tenham a ilusão de que seu Natal será triste porque será pobre. Há mais beleza na pobreza verdadeira e assumida que na riqueza disfarçada e incoerente.
O que alegra um coração humano é tão pouco que parece ser quase nada. Ousem dar o quase nada. Não dá trabalho, nem custa muito...
E não se surpreendam, se com isso, a sua noite de Natal tornar-se inesquecível."

Padre Fábio de Melo

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Humanos com toque especial de Deus




Não faz parte da essência do homem negar sua humaniade, com fraquezas, limites e misérias. Em nenhum momento Jesus apregoa nas sinagogas requisitos para seguir-Lhe, senão simplesmente ,despojar-se e amar.

Às vezes, saímos julgando as atitudes das pessoas e esquecemos que Jesus diz-nos para olharmos para nós mesmos: "Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção à trave que está no seu próprio olho?"(Mt 7,3)

Muitos lembram de Jesus com requisitos e esquecem que toda a Sua divindade se resume única e amplamente em Amor. Jesus não foi um Deus-Homem apenas para ser visto, bem-quisto e nem tampouco admirado,mas para que depois dEle viessem homens dispostos a serem seus imitadores,tomando-O como modelo de Santidade e Luz para um mundo que sofre.

Muitos distam-se de Deus e seus chamados de Amor por não sentirem-se merecidos e dignos.

Neste ponto, seus sentimentos estão corretos,pois nunca seríamos,por nós mesmos,dignos, pois somos pecadores.

Porém Deus chamou-nos,cada um com sua missão e Vocação porque simplesmente nos ama e quer que sejamos felizes em seus planos nascidos do Seu coração, e por isso nos resgatou de pântanos pecaminosos.

Isso se é reforçado nas palavras de Santa Teresa de Jesus que dizem "Tudo o que fazemos é repugnante comparado a uma só gota do sangue de Jesus derramado por nós."

Deus não quer escravos e sim pessoas que tomam a liberdade como impulso para o céu!

Às vezes, se perde tempo em busca de méritos nas trilhas do mestre Jesus,quando Ele quer simplesmnete que amemos e acolhamos nosso próximo.No Céu,Deus não perguntará quais foram nossos méritos e virtudes na terra!

Perguntar-nos-á não apenas quantas obras fizemos,mas quanto amamos. Jesus é simples,é brisa suave quando se fazem escuridões imensas no fundo da alma! É quem diz "Sou Eu! Vinde a mim!" no soprar do vento. Não pergunta que criaturas somos,simplesmente nos chama com voz de amor,com mãos de afago, com braços de amparo.


Saibamos dizer Sim com alegria ao Deus que nos resgatou e nos disse " Todos vós,que estais sedentos,vinde à nascente das águas;vinde comer,vós que não tendes alimento." (Isaías 55,1) E não precisamos nos inquietar com nossa humanidade fraca e ferida,pois ela é simplesmete regada e modelada no coração de Jesus que é Divino.

Sejamos copiosamente esperançosos na Busca da Santidade.Somos humanos,sim,porém,tocados especialmente pelo amor de Deus!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ó vem Senhor...




Ó, vem SENHOR , não tardeis mais...Vem saciar nossa sede de paz

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

יֵשׁוּעַEtimologia e significado do Nome de Jesus




O nome "Yeshua" deriva-se de uma raiz hebraica formada por quatro letras – ישוע (Yod, Shin, Vav e Ayin) - que significa “salvar”, sendo muito parecido com a palavra hebraica para “salvação” – יֵשׁוּעַ

O nome Jesus é uma adaptação para o Português de um nome hebraico que aparece na Bíblia em duas formas: Yehoshua (יְהוֹשׁוּעַ) e Yeshua (יֵשׁוּעַ). Yeshua é uma forma abreviada do nome Yehoshua.

O nome Yehoshua foi adaptado para o Português como Josué, e é o nome do auxiliar de Moisés, que após a morte de Moisés tornou-se o líder do Povo de Israel, e conduziu o povo na conquista da Terra de Canaã.

O nome Yeshua é uma forma abreviada do nome Yehoshua, sendo que um mesmo homem é chamado na Bíblia, ora pelo nome Yehoshua, ora pelo nome Yeshua. Este homem era o sumo sacerdote na época de Zorobabel. Nos livros dos profetas Ageu e Zacarias, ele é chamado de Yehoshua, que na versão em Português aparece como Josué (Ageu 1:1 e Zacarias 3:1), e nos livros de Esdras e Neemias, ele é chamado de Yeshua, que na versão em Português aparece como Jesua (Esdras 3:2 e 5:2 e Neemias 7:7).

O sucessor de Moisés, que nos livros de Êxodo, Números, Deuteronômio, Josué e Juízes é chamado de Yehoshua (Josué), em Neemias 8:17 é chamado de Yeshua (Jesua, ou Jesus).

Tanto o nome Yehoshua quanto o nome Yeshua foram adaptados para o grego como Iesus. Na tradução do Antigo Testamento (Tanach) para o grego, chamada Septuaginta, feita no século III A.C., o nome Yehoshua aparece como Iesus, e o nome Yeshua também aparece como Iesus. Daí é que veio a forma Jesus, que é usada nas traduções da Bíblia para o Português.

Yehoshua significa Deus salva. Yeshua também tem este mesmo significado.

Josué, Jesua e Jesus são o mesmo nome, em três diferentes adaptações para a língua portuguesa.

Existem pessoas que dizem que é muito importante pronunciar o nome de Jesus como Yehoshua, ou como Yeshua, mas, na realidade, tanto faz falar Yehoshua, ou Yeshua, ou Jesus, pois de qualquer forma é o mesmo nome.

Alguns dizem que nomes próprios não se traduzem.

Realmente, nomes próprios não são traduzidos, mas muitas vezes são adaptados para outras línguas, pois existem certos fonemas (sons) que existem em uma certa língua, mas não existem em outras línguas.

Por exemplo: O nome Jacó é a adaptação para o Português do nome hebraico Ya’acov, sendo que em hebraico existe uma letra, chamada ‘ayin, cujo som não existe na língua portuguesa. Também não existe em Português palavra terminada em consoante que não seja l, m, r, s ou z. Por isso foi necessário fazer uma adaptação do nome Ya’acov para o Português.

O nome hebraico Yochanan foi adaptado para o Português como João, pois em Português não existe o y como semivogal, e também não existe o som que é representado como ch, mas não é o mesmo som que tem o ch em Português, é uma espécie de h aspirado, porém diferente do h aspirado que existe na língua inglesa.

O mesmo nome, Yochanan, foi adaptado para o grego como Ioanan, para o inglês como John, para o espanhol como Juan, para o francês como Jean, para o alemão como Johan, e para o italiano como Giovanni.

Portanto, vê-se que é normal adaptar-se os nomes próprios de uma língua para outra, mesmo porque, sem esta adaptação se torna muito difícil pronunciar certos nomes.

Principalmente os nomes de pessoas importantes são adaptados para outras línguas. Por exemplo, o alemão Martin Luther é conhecido no Brasil como Martinho Lutero. Outro exemplo: o nome do imperador Carolus Magnus foi adaptado para o português como Carlos Magno, e para o francês como Charlemagne, e para o alemão como Karl der Grosse.

Portanto, podemos pronunciar o nome do Messias (Mashiach) como Yehoshua, Yeshua, ou Jesus. É indiferente. Além destas formas, podemos pronunciar o nome do Messias Mashiach(hebraico), Cristo(Grego), ou Ungido(portugues).

Conhecer mais essas raízes do nome de Jesus nos ajuda mais ainda a aprofundar a Palavra e a nos deixar transformar por Ela. Como temos experiencia, no nome de Jesus há poder, por isso nos apossemos deste nome, para que como são Paulo nos diz:"... para que ao Nome de JESUS se DOBRE TODO JOELHO no Céu, na terra e nos infernos." (Fl. 2,10)

Ó Deus, que constituístes Vosso Filho Unigênito como Salvador do gênero humano, e lhe destes o nome de Jesus, concedei-nos um dia poder contemplar no céu Aquele cujo Santo Nome veneramos na terra. Amém.


Santíssimo Nome de Jesus, nós temos confiança em Vós!

Natal: Tempo de Alegria para todo o povo


Estamos ainda no tempo do advento, mas aproxima-se o Natal do Senhor.A Palavra nos diz:

“... Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura...” (Lc 2, 1-14).

Somos encorajados por uma notícia alegre transmitida pelo anjo aos pastores de Belém.

Está em nosso meio Aquele que desde a sua pobre manjedoura, ao lado de sua mãe, a Virgem Maria e de seu pai adotivo São José, já é reconhecido como o “Cristo Senhor”, o Salvador.

Cumprem-se com a natividade do Senhor, na cidade de Belém, a casa do pão, todas as profecias do Antigo Testamento.

O nascimento de Jesus não é só um fato do passado. É mais do que isto. É uma realidade salvífica. É, portanto, Evangelho,Boa Nova, uma notícia feliz! Realidade sempre nova, sempre perene.

Esta boa e feliz notícia está sobreposta à triste situação do povo no tempo do exílio do antigo Povo de Deus.

E porque não dizer de nossa triste situação hoje também. Às vezes temos a impressão que a história se repete, somente com roupagem diferente. Vivemos sim um verdadeiro exílio, tempos difíceis, duros, de grandes provações, tempos da expulsão de valores humanos e cristãos, de lastimável crise não só no setor econômico mundial, mas também na vida ética, política, moral, e principalmente espiritual na humanidade como um todo.

Existem crises de referências, de identidade, de desagregação familiar, de banalização do sagrado, de confusão religiosa. Espalha-se a cultura de morte, lideranças políticas que até então eram tidas como sérias e confiáveis, defendem posições abortistas em nome da dignidade e da liberdade de escolha da mulher e de uniões ilegítimas.

Jovens são destroçados pelas ilusões das drogas, do sexo livre e pelo mau uso irresponsável da internet e ninguém está livre da alarmante violência que campeia solta nas ruas e praças do campo ou da cidade, nas favelas e periferias ou mesmo entre os mais belos prédios nas cidades de praias, como a nossa, por exemplo, e centros urbanos.

Não sabemos mais em quem confiar. Parece não mais existir homens e mulheres de palavra e plenamente confiáveis, dignas de crédito.

Mas, se fossemos continuar essa lista iria longe... Todavia, hoje para nós é Tempo de Esperança,o "Kairós", a revelação do Emanuel, do Deus conosco, a festa da natividade Daquele que nos faz ir mais longe do que todas as tristes realidades que descrevi.

Norteados pela fé sabemos que só Jesus é o caminho, que somente Nele a verdade pode ser encontrada e que só em sua pessoa existe a vida, plena do seu mais belo e profundo sentido e fundamento. Em Jesus a salvação aparece em seu aspecto de luz, de alegria, de paz. O divino se faz humano, sem, contudo deixar a divindade. Jesus Homem-Deus verdadeiro.

Jesus é o ápice da revelação que Deus fez aos homens, Ele é a irradiação da glória de Deus e imagem visível da substância do Pai. Para usar as palavras do profeta Isaías “... Ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da paz. Grande será o seu reino e a paz não há de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado, que ele irá consolidar e confirmar em justiça e santidade, a partir de agora e para todo o sempre. O amor zeloso do Senhor dos exércitos há de realizar estas coisas.” (Is 9 5-6).

Por isso o seu nascimento é um anuncio de grande alegria.

Nesta ocasião santa, desse momento singular, preparado pelo período do advento, convido-vos a uma renovada adesão a Cristo, conclamo-vos a uma abertura cada vez maior a vontade de seu coração ferido e machucado por causa do amor, em sua entrega livre e amorosa somos convidados a fazer a nossa entrega.

A data de celebração do Natal, marcada pela Igreja no dia 25 de dezembro, ocasião em que, na antiguidade, se celebrava segundo os ritos pagãos a festa do deus sol, e cristianizada posteriormente, está bem próximo do término do ano cívIl.

Tão logo nos adentraremos em 2011. O que significa dizer que um novo tempo se descortina diante de nós.

O novo ano carrega também suas surpresas e seus mistérios, pois nem tudo sabemos. Diante dessa realidade precisamos ser anunciadores de seu Reino, convocados a sermos portadores de paz, de alegria, de esperança, sinais do amor de DEUS em meio ao mundo e instrumentos de salvação.

A cada um de vocês, queridos (as) irmãos (ãs), e as suas famílias desejamos, de coração, um Feliz e Santo Natal e um ano novo repleto das realizações de Deus em seus dias.

Com orações de todos os Filhos da Misericórdia de Jesus Salvador

sábado, 11 de dezembro de 2010

Como Deus nos ama? Meditação sobre o amor humano e o Amor de Deus...





Lemos na Palavra que Deus é amor, mas como podemos definir com qual Amor Deus nos ama?

O Dicionário define o amor humano como "uma intensa afeição por uma outra pessoa baseada em laços pessoais ou familiares".

Frequentemente, essa "intensa afeição" surge por algum interesse que temos por alguma pessoa. Amamos ou dizemos que amamos outras pessoas, quando somos atraídos a elas e quando elas nos fazem sentir bem.

Note que uma frase chave na definição de amor encontrada no dicionário é a frase "baseada em". Esta frase implica que amamos condicionalmente; em outras palavras, amamos alguém porque eles cumprem a condição que exigimos para que possamos amá-los.

Quantas vezes você já escutou ou disse: "eu amo você porque você é simpático"; ou "eu amo você porque você cuida de mim";ou "eu amo você porque sempre me divirto quando estou ao seu lado"?

Nosso amor não só é condicional, mas também inconstante.

Nosso amor é baseado em emoções e sentimentos que podem mudar de um momento para o outro. A taxa de divórcio é extremamente alta na sociedade de hoje porque maridos e esposas param de um amar uns aos outros depois que se "desapaixonam".

Eles podem passar por uma fase difícil no casamento, e não "sentem" mais amor por seu esposo ou esposa, então eles decidem "partir pra outra...".

É como se o voto de seu casamento de "até que a morte nos separe" signifique que eles podem se separar quando o amor por seu cônjuge morre, ao invés de sua morte física. E as vezes como morrem rápido dentro de seus corações!

Será que alguém pode realmente compreender amor "incondicional"?

Parece que o amor que os pais sentem por seus filhos é o mais perto de amor incondicional que Deus nos tem.

Geralmente alguns pais mantém seu amor por seus filhos através dos tempos bons e ruins, e não param de amá-los mesmo quando não atingem suas expectativas.

Fazem a escolha de amar os filhos mesmo quando os consideram difíceis de serem amados; seu amor não acaba mesmo quando não é tão agradável amá-los.

Isso é parecido com o amor de Deus para conosco, mas como veremos, o amor de Deus ultrapassa a definição humana de amor ao ponto que é difícil de realmente compreendê-lo.

Deus é amor: Como Deus define amor?

A Palavra nos diz que "Deus é amor" (1 João 4,8).

Mas como podemos começar a entender essa verdade? Há várias passagens na Bíblia que nos dão a definição de Deus para o amor.

O versículo mais conhecido é João 3,16: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."

Então uma forma que Deus define amor é com o ato de pura dádiva. No entanto, o que Deus deu (quer dizer, "quem" Ele deu) não foi um simples presente embrulhado;

Deus sacrificou Seu único Filho para que nós não estivéssemos separados de Seu Amor.

Esse é um amor incrível porque somos nós que escolhemos permanecer separados de Deus através de nossos próprios pecados e decisões, mas é Deus quem conserta essa separação através de Seu grande sacrifício pessoal, e tudo que precisamos fazer é aceitar esse presente de Seu incomparável amor.

Um outro versículo excelente sobre o amor de Deus é encontrado em Romanos 5,8: "Mas Deus prova o seu amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores".

Assim como em João 3,16, não é mencionado nesse versículo nenhuma condição imposta por Deus para o Seu amor.

Deus não diz: "assim que você colocar sua vida em ordem, eu vou amar você". Ele também não diz: "Sacrificarei meu Filho se você prometer me amar".

Na verdade, encontramos justamente o contrário em Romanos 5,8. Deus quer que saibamos que Seu amor é incondicional, por isso Ele mandou Seu Filho, Jesus Cristo, para morrer por nós quando ainda éramos pecadores que não mereciam ser amados.

Não tínhamos que arrumar nossas vidas, nem tínhamos que fazer promessas a Deus para que pudéssemos experimentar do Seu amor. Seu amor por nós tem sempre existido e, por causa disso, Ele já deu e sacrificou tudo que era necessário muito tempo antes de percebermos que precisávamos de Seu amor.

Deus é amor incondicional !

Deus é amor, e seu amor é bem diferente do amor humano. O amor de Deus é incondicional e não é baseado em sentimentos e emoções. Ele não nos ama por sermos amáveis ou por fazermos Ele se sentir bem;

Ele nos ama porque é Ele o próprio Amor. Ele nos criou para ter um relacionamento de amor com Ele, por isso Ele sacrificou Seu único Filho para restaurar esse relacionamento.

Deus é amor: Como devemos definir amor?

Quando as Sagradas Escrituras dizem: "Deus é amor", elas não estão nos dizendo que Deus é uma sensação calorosa de amor. Os escritores da Bíblia não estavam dizendo que na nossa forma limitada de amor humano acharemos Deus.

De forma alguma – na verdade, quando lemos na Bíblia que Deus é amor, isso significa que Deus define O amor sua propria essencia.

E quando dizemos que Deus define amor, isso não significa que Ele o define como um dicionário define alguma coisa – o que queremos dizer é que Deus é em si mesmo a definição de amor. Não existe amor sem Deus.

Por mais que tentemos, não podemos definir amor fora do conhecimento de Deus. Isso significa que a nossa definição humana de amor é parca e limitada.

Deus é o Criador de todas as coisas e, por sua própria natureza, Ele é amor. Deus diz que amor é incondicional e disposto a fazer sacrifícios, e isso não é baseado em sentimentos;

portanto, amor não é uma "intensa afeição... baseada em laços pessoais ou familiares"como diz nosso dicionário. Para entender o que amor verdadeiro é e para poder realmente amar outros, precisamos conhecer a Deus, e só podemos fazer isso através de um relacionamento pessoal com Ele.

Podemos ter esse relacionamento íntimo com Deus, pois Deus que é amor quer ser relacionamento conosco

Deus é amor: Amor verdadeiro vem apenas através de um relacionamento com Ele
Deus é amor! Assim sendo, verdadeiro amor—o amor de Deus—pode ser resumido na seguinte passagem das Escrituras:

"Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus, e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós, em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós, também, amar uns aos outros." (1 João 4,7-11)

Se você quiser conhecer esse amor – amor verdadeiro – conheça a Deus. Ele está pronto para derramar Seu amor em você, e quer ensiná-lo a amar os outros do jeito que Ele o ama.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Bendito o que vem...


"...uma Luz que brilhará para os gentios e para a glória de Israel, o vosso povo (Lc 2,32)"

Pensamentos de uma alma desposada pelo Amor




"Considera a Deus como o esposo e o amigo que te acompanha sempre, e, assim, não pecarás, saberás amar, e conhecerás a prosperidade das coisas que necessitas.
[São João da Cruz (D 67)"


É tempo oportuno para parar e escutar. É tempo para descer ao interior e fazer silêncio.Silêncio sonoro...que conduz a alma através das noites ao encontro com o Amado.Noite essa que é mais clara que o sol,Noite de luz que une amada e Amado!

Só neste caminho a alma encontra sua plena realização, quando sobe a escada da União com Aquele que é seu princípio e seu destino. Deus!

Só o Amor é capaz de unir a alma a Deus! E que mais pode a alma, senão tomá-Lo por esposo e amigo! Ó diletíssimo chamado da alma a ser uma só com Aquele que é.

No centro da alma, o espaço não se esvazia, quando n´Ele se encontra!

A vontade de Deus, é a vontade da alma, por isso «Acaba já, se queres!». Encerra-te, oh alma no verso da oração do Pai Nosso: «venha a nós o vosso reino, seja feita a Tua vontade!

Neste caminho, do Amor compreenderemos o que necessitamos, neste caminho se encontra a plena alegria de Deus e da alma que procura O Amado.

Neste caminho, confirmaremos a Sua grandeza. Porque queremos caminhar lado a lado,para então um dia, quando o tênue véu desta vida se romper, O veremos «face a face», e a grandeza da Sua força, levará ao abraço eterno do Seu amor permanente que tudo espera, tudo crê, tudo suporta!

A estrada da vida, abre-se à uma união mais profunda.

A presença dá sentido à relação. Oh «chama de Amor Viva», oh clausura de coração que não tem grades, ilumina-nos neste caminho em que, reconciliados com o Pai, fortes e persistentes, celebremos perpetuamente a Páscoa do Amor ressuscitado!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Imaculada



A Imaculada Conceição

Reza o dogma católico que a Bem-aventurada Virgem Maria, desde o primeiro instante de sua conceição, foi preservada da nódoa do pecado original, por privilégio único de Deus e aplicação dos merecimentos de seu divino Filho.

O dogma abrange dois pontos importantes:

a) O primeiro é ter sido a Santíssima Virgem preservada da mancha original desde o princípio de sua conceição. Deus abrogou para ela a lei de propagação do pecado original na raça de Adão; ou por outra, Maria foi cumulada, ainda no começo da vida, com os dons da graça santificante.

b) No segundo, vê-se que tal privilégio não era devido por direito. Foi concedido na previsão dos merecimentos de Jesus Cristo. O que valeu a Maria este favor peculiar foram os benefícios da Redenção, na previsão dos méritos de Jesus Cristo, que já existiam nos eternos desígnios de Deus.

Como se dá a transmissão do Pecado Original

Primeiramente, é necessário esclarecer em que consiste a transmissão do "Pecado Original". A lei geral: "Todos os homens pecaram num só" é o grande argumento dos protestantes contra a "Imaculada Conceição". Tal lei é certa e, segundo vamos demonstrar, não encontra a mínima contradição com o dogma católico.

S. Francisco de Sales, no seu "Tratado do amor de Deus", exprime essa verdade de um modo singelo e glorioso! "A torrente da iniqüidade original veio lançar as suas ondas impuras sobre a conceição da Virgem Sagrada, com a mesma impetuosidade que sobre a dos demais filhos de Adão; mas chegando ali, as vagas do pecado não passaram além, mas se detiveram, como outrora o Jordão no tempo de Josué, aqui respeitando a arca da aliança a torrente parou; lá em atenção ao Tabernáculo da verdadeira aliança, que é a Virgem Maria, o pecado original se deteve."

Os protestantes deveriam compreender a diferença essencial que há entre "pecar em Adão" e "pecar pessoalmente", como são coisas bem distintas pertencer a uma raça pecadora e ser pecador.

De que modo, afinal, contraímos nós o pecado original?

Tal transmissão não se pode fazer pela "criação" da alma; afirmar isso seria dizer que Deus é o autor do pecado, o que é impossível e repugna. Não se transmite tão pouco pelos pais, pois a alma dos filhos não se origina das almas dos pais, mas é criada por Deus. A transmissão se efetua pela "geração".

A alma é criada por Deus no estado de inocência perfeita, mas contrai a "mácula", unindo-se a um corpo formado de um gérmen corrompido, do mesmo modo que ela sofreria, se fosse unida a um corpo ferido. É a opinião de Santo Tomás.

Santo Agostinho diz a propósito: "Apesar de nascerem de pais batizados, os filhos vêm à luz com o pecado original, como do trigo inutilizado germina uma espiga, em que o grão é misturado com a palha."

Nesse mistério do nascimento de uma criança, pelo exposto, opera-se uma dupla conceição: a da alma e a do corpo. Foi nesse momento quase imperceptível que Deus preservou do pecado original a "pessoa" de Maria Santíssima. Criou sua alma, como criou as nossas. Os progenitores de Nossa Senhora formaram-lhe o corpo, como nossos pais formaram o nosso. Até aqui tudo é natural; o milagre da preservação limita-se ao instante em que o Criador uniu a alma ao corpo.

Desta união devia resultar a "transmissão do pecado". Deus fez parar o curso desta transmissão, de modo que nela a união se operou, como se tinha realizado na pessoa de Adão, quando Deus, depois de ter feito o corpo do primeiro homem, soprou nele o espírito, constituindo-o na perfeição da inocência e justiça original.

Maria é uma segunda Eva... mas Eva antes de sua queda! Tal é a sublime doutrina da Igreja de Cristo.

A Exceção à Lei Geral

Seria possível objetar-se que Deus não tem poder para derrogar as leis gerais por Ele mesmo estabelecidas?

Seria negar a onipotência divina e fixar limites Àquele que não os tem.

É uma lei geral que "todos pecaram num só". Tal fato é universal, e todas as criaturas a ele estão subordinadas. Todavia, nada impede que, antes de efetuar-se a união da alma com o corpo, Deus possa intervir e suspender "um dos seus efeitos", o qual é, precisamente, a transmissão desse "pecado original".

A Sagrada Escritura está repleta dessas derrogações de leis gerais. O movimento do sol e da lua está matematicamente fixado pela lei da natureza; entretanto, Josué não hesitou em fazê-lo parar: "Sol detem-te em Gibeon, e tu, lua, no vale de Hadjalon. E o sol deteve-se e a lua parou" (Jos. 10, 12-13).

É uma lei que as águas sigam a correnteza do seu curso. Entretanto, "Moisés estendeu a mão..." o mar deixou livre o seu leito, partiram-se as águas, com um muro à sua esquerda e à sua direita (Exod. 14, 21 e 22).

É uma lei que o um morto fique morto até à ressureição geral; entretanto, o próprio Cristo-Deus, diante do cadáver de Lázaro, já em putrefação, exclamou: "Lázaro, sai!" (Jo 11, 43 e 41). E imediatamente aquele que estava morto saiu vivo.

Que prova isso, demonstra que "para Deus nada é impossível" (Lc 18, 27).

Será, então, que os protestantes acham impossível que Deus preserve Maria Santíssima do Pecado Original?

Se a lei geral fosse superior ao poder de Deus, como ficaria o Homem-Deus? Ele, em sua natureza humana, foi preservado do pecado original, mesmo nascendo de uma mulher. Se fosse impossível a Deus manter Imaculada a sua Mãe, também seria impossível manter "imaculado" o Seu Filho único, que nasceu verdadeiro Homem e verdadeiro Deus.

Provas na Sagrada Escritura:

Depois da queda do pecado original, Deus falou ao demônio, oculto sob a forma de serpente: "Ei de por inimizade entre ti e a mulher, entre sua raça (semente) e a tua; ela te esmagará a cabeça" (Gen 3, 15). Basta um pouco de boa-vontade para compreender de que "mulher" o texto fala. A única mulher "cheia de graça", "bendita entre todas", na qual a "semente" ou (raça) foi Nosso Senhor Jesus Cristo (e os cristãos), é a Santíssima Virgem, a nova Eva, mãe do Novo Adão. Conforme esse texto, há uma luta entre dois antagonistas: de um lado, está uma mulher com o filho; do outro, o demônio. Quem há de ganhar a vitória são aqueles e não estes. Ora, se Nossa Senhora não fosse imaculada, essa inimizade não seria inteira e a vitória não seria total, pois Maria Santíssima teria sido, pelo menos em parte, sujeita ao poder do demônio através do Pecado Original. Em outras palavras, a inimizade entre a mulher (e sua posteridade) e a serpente, implica, necessariamente, que Nosso Senhor e Nossa Senhora não poderiam ter sido manchados pelo pecado original.

Na saudação angélica, quando S. Gabriel diz: "Ave, cheia de graça. O Senhor é convosco". Ora, não se exprimiria desta maneira o anjo e nem haveria plenitude de graça, se Nossa Senhora tivesse o pecado original, visto o homem ter perdido a graça após o pecado.

A maneira da saudação angélica transparece a grandeza de Nossa Senhora, pois o Anjo a saúda com a "Ave, Cheia de Graça". Ele troca o nome "Maria" pela qualidade "Cheia de Graça", como Deus desejou chamá-la.

Ao mesmo tempo, a afirmação "o Senhor é convosco" abrange uma verdade luminosa. Se Nosso Senhor é (está) com Nossa Senhora antes da encarnação ("é convosco"). Sendo palavras anteriores à encarnação do verbo no seio da Virgem Maria, forçoso é reconhecer que onde está Deus não está o pecado. Ou seja, Nossa Senhora não tinha o "pecado original".

Prossegue o arcanjo: Não temas, Maria, pois "achaste graça diante de Deus". Aqui termina a revelação da Imaculada Conceição para começar a da maternidade divina: "Eis que conceberás no teu ventre e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus". (Lc 1, 28).

Pela simples leitura percebe-se a conexão estreita entre duas verdades: "Maria será a mãe de Jesus, porque achou graça diante de Deus".

Mas, que graça Nossa Senhora achou diante de Deus para poder ser escolhida como a Mãe Dele? Ora, a única graça que não existia - ou que estava "perdida" - era a "graça original". Falar, pois, que: "Maria achou graça" é dizer que achou a "graça original". Ora, a "graça original" é a "Imaculada Conceição"!

Os evangelhos sinóticos deixam claro que a palavra "Cheia de Graça", em grego: "Kecharitoménê", particípio passado de "charitóô", de "Cháris", é empregado na Sagrada Escritura para designar a graça em seu sentido pleno, e não no sentido corrente. A tradução literal seria: "omnino Plena Caelesti gratia" ou "Ominino gratiosa reddita": "Cheia de graça".

Ou seja, a tradução do latim: "gratia plena" é mais perfeita do que a palavra portuguesa: "cheia de graça". Nossa Senhora não apenas "encontrou graça", mas estava "plena" de Graça. Corroborando o que disse o Arcanjo logo em seguida: "O Senhor é contigo".

Falando à Santíssima Virgem que Ela "achara graça", o Arcanjo diz: Maria, sois imaculada, e, por isto, sereis a Mãe de Jesus Cristo.

Também é pela própria razão que se pode concluir a Imaculada Conceição. É claro que o argumento racional não é definitivo, mas corroborou com muita conveniência - e completa harmonia - para com ele. Se Maria Santíssima fosse manchada do pecado original, essa mancha redundaria em menor glória para seu filho, que ficou nove meses no ventre de uma mulher que teria sido concebida na vergonha daquele pecado. Se qualquer mácula houvesse na formação de Maria Santíssima, teria havido igualmente na formação de Jesus, pois o filho é formado do sangue materno.

S. Paulo assim se expressa sobre o ventre de onde nasceu o menino-Deus: "Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo" (Hebr 9, 12).

Que tabernáculo é esse, "não construído por mãos humanas", por onde "entrou" Nosso Senhor Jesus Cristo? Fica claro o milagre operado em Nossa Senhora na previsão dos méritos de seu divino Filho. Negar que Deus pudesse realizar tal milagre (Imaculada Conceição) seria duvidar de sua onipotência. Negar que Ele desejaria fazer tal milagre seria menosprezar seu amor filial, pois, como afirma S. Paulo: Deus construiu o seu "tabernáculo" que não foi "construído por mãos humanas".

Ora, este tabernáculo, feito imediatamente por Deus e para Deus, devia revestir-se de toda a beleza e pureza que o próprio Deus teria podido outorgar a uma criatura.

E esta pureza perfeita e ideal se denomina: a Imaculada Conceição.

Agora examinemos a Tradição, desde os primeiros séculos:

S. Tiago Menor, o qual realizou o esquema da liturgia da Santa Missa, prescreve a seguinte leitura, após ler uns passos do antigo e do novo testamento, e de umas orações: "Fazemos memória de nossa Santíssima, Imaculada, e gloriosíssima Senhora Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem".

O santo Apóstolo não se limita a isso, mas torna a sua fé mais expressiva ainda. Após a consagração e umas preces, ele faz dizer ao Celebrante: "Prestemos homenagem, principalmente, a Nossa Senhora, a Santíssima, Imaculada, abençoada acima de todas as criaturas, a gloriosíssima Mãe de Deus, sempre Virgem Maria. E os cantores respondem: É verdadeiramente digno que nós vos proclamemos bem-aventurada e em toda linha irrepreensível, Mãe de Nosso Deus, mais digna que os querubins, mais digna de glória que os serafins; a vós que destes à luz o Verbo divino, sem perder a vossa integridade perfeita, nós glorificamos como Mãe de Deus" (S. jacob in Liturgia sua).

O evangelista S. Marcos, na Liturgia que deixou às igrejas do Egito, serve-se de expressões semelhantes: "Lembremo-nos, sobretudo, da Santíssima, intemerata e bendita Senhora Nossa, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria".

Na Liturgia dos etíopes, de autor desconhecido, mas cuja composição data do primeiro século, encontramos diversas menções explícitas da Imaculada Conceição. Umas das suas orações começa nestes termos: Alegrai-vos, Rainha, verdadeiramente Imaculada, alegrai-vos, glória de nossos pais. Mais adiante, é pela intercessão da Imaculada Virgem Maria que o Sacerdote invoca a Deus em favor dos fiéis: "Pelas preces e a intercessão que faz em nosso favor Nossa Senhora, a Santa e Imaculada Virgem Maria.".

Terminamos o primeiro século com as palavras de Santo André, apóstolo, expondo a doutrina cristã ao procônsul Egeu, passagem que figura nas atas do martírio do mesmo santo, e data do primeiro século: "Tendo sido o primeiro homem formado de uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascesse de uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antes formara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido" (Cartas dos Padres de Acaia).

A doutrina da Imaculada Conceição era, pois, conhecida no primeiro século e por todos admitida. A esse respeito, nenhuma contradição se levantou na primitiva Igreja.

No século segundo, os escritos dos Santos Padres falam da Imaculada Conceição como um fato indiscutível. Entre os escritores e oradores deste século, contamos: S. Jusitino, apologista e mártir; Tertuliano e Santo Irineu.

No terceiro século, existem também textos claros em defesa da Imaculada Conceição. mas em menor quantidade.

Santo Hipólito, bispo de Porto e mártir, escreveu em 220: "O Cristo foi concebido e tomou o seu crescimento de Maria, a Mãe de Deus toda pura". Mais além ele diz: "Como o Salvador do mundo tinha decretado salvar o gênero humano, nasceu da Imaculada Virgem Maria".

Orígenes, que viveu em 226 e pareceu resumir a doutrina e as tradições de sua época, escreveu: "Maria, a Virgem-Mãe do Filho único de Deus, é proclamada a digna Mãe deste digno Filho, a Mãe Imaculada do Santo e Imaculado, sendo ela única, como único é o seu próprio Filho."

Em um dos seus sermões sobre S. José, Orígenes faz o mensageiro celeste dizer ao santo: "Este menino não precisa de Pai na terra, porque tem um pai incorruptível no céu; não precisa de Mãe no Céu, porque tem uma Mãe Imaculada e casta na terra, a Virgem Bem-aventurada, Maria".

No século quarto, aparecem inúmeros escritos sobre a Imaculada Conceição, cada vez mais explícitos e em maior número. Temos diante de nós as figuras incomparáveis de Santo Atanásio, de Santo Efrem, de S. Basílio Magno, de Santo Epifânio, e muitos outros, que constituem a plêiade gloriosa dos grandes Apóstolos do culto da Virgem Santíssima e, de modo particular, de sua Imaculada Conceição.

Um trecho de Lutero, para mostrar que nem ele se atreveu a contestar a Imaculada Conceição: "Era justo e conveniente, diz ele, fosse a pessoa de Maria preservada do pecado original, visto o filho de Deus tomar dela a carne que devia vencer todo pecado". (Lut. in postil. maj.).

Para terminar, transcreveremos um pequeno soneto.

Em 1823, dois sacerdotes dominicanos, Pes. Bassiti e Pignataro, estavam exorcizando um menino possesso, de 12 anos de idade, analfabeto. Para humilhar o demônio, obrigaram-no, em nome de Deus, a demonstrar a veracidade da Imaculada Conceição de Maria. Para surpresa dos sacerdotes, pela boca do menino possesso, o demônio compôs o seguinte soneto:

"Sou verdadeira mãe de um Deus que é filho,
E sou sua filha, ainda ao ser-lhe mãe;
Ele de eterno existe e é meu filho,
E eu nasci no tempo e sou sua mãe.

Ele é meu Criador e é meu filho,
E eu sou sua criatura e sua mãe;
Foi divinal prodígio ser meu filho
Um Deus eterno e ter a mim por mãe.

O ser da mãe é quase o ser do filho,
Visto que o filho deu o ser à mãe
E foi a mãe que deu o ser ao filho;

Se, pois, do filho teve o ser a mãe,
Ou há de se dizer manchado o filho
Ou se dirá Imaculada a mãe.

Conta-se que o Papa Pio IX chorou, ao ler esse soneto que contém um profundíssimo argumento de razão em favor da Imaculada.

Nossa Senhora foi a restauradora da ordem perdida por meio de Eva. Eva nos trouxe a morte, Maria nos dá a vida. O que Eva perdeu por orgulho, Nossa Senhora ganhou por humildade.

O Dogma da Imaculada Conceição foi proclamado pelo Papa Pio IX, cercado de 53 cardeais, de 43 arcebispos, de 100 bispos e mais de 50.000 romeiros vindos de todas as partes do mundo, no dia 8 de dezembro de 1854.

Passados apenas 3 anos dessa solene proclamação, em 11 de agosto de 1858, Nossa Senhora dignou-se aparecer milagrosamente quinze dias seguidos, perto da pequena cidade de Lourdes, na França, a uma pobre menina, de 13 anos de idade, chamada Bernadete.

No dia 25 de março, Bernadete suplicou que Nossa Senhora lhe revelasse seu nome. Após três pedidos seguidos, Nossa Senhora lhe respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição".

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Advento: Tempo de misericórdia e salvação




Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.




“OSTENDE NOBIS, DOMINE, MISERICORDIAM TUAM ET SALUTARE TUUM DA NOBIS” (Cf. Ps 84,8).

“Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia, e dai-nos a vossa salvação!”. (CF. Sl 85,8).

Com esta invocação, iniciamos o tempo oportuno do Advento, no qual nos preparamos para a Chegada do Senhor na carne. O Rei do Universo é esperado como criança, como pobre, como frágil, como Aquele que vem na mais precária condição de ser.

O Advento é o tempo da esperança no sentido mais pleno da palavra. Sabemos perfeitamente o que é uma “sala de espera”; conhecemos a mãe que espera pelo filho antes de nascer e, por isso mesmo, sabemos que quem espera por algo, já o possui de certa forma.

Não se espera sem saber para quê. Esperar é, portanto, possuir embrionariamente o que se espera. Esperar pelo Natal é, pois, possuir o espírito do Natal antes mesmo de vivenciá-lo.

E o Advento nos proporciona esta experiência, esta metânoia interior: viver o espírito do Cristo em sua mais profunda intimidade, na grandiosidade enigmática de sua pequenez, no poder misterioso de sua fragilidade; é existencializar a Encarnação do Cristo em sua essência.

Encarna aquele que assume. Pois viver o Advento é encarnar a proximidade de Deus que se faz Emanuel por amor, unicamente por nosso amor. Não foi por causa do pecado, nos diz Duns Scotus, que Deus se encarnou, mas por Amor, por nosso amor.

Viver a espiritualidade da Encarnação é, portanto, aceitar – só aceitar – esta misericórdia infinita, de Deus por nós, tão grande quanto o próprio Deus, que nos ensina a sermos também, para nossos irmãos, inteiramente misericórdia; é descer, é condescender, é perder-se na pedagogia que nos convoca a assumir, a aceitar, a fazer, a ser a vontade de Deus com as nossas vidas.

O perigo se nos apresenta quando queremos não aceitá-la, não fazê-la, não sê-la; o pecado se instaura quando aceitamos a tentação de manipular a vontade de Deus com o nosso orgulho, seja pela imposição de nosso comportamento egoísta, centralizado em si mesmo, seja pela imposição de nossa vontade de poder que se confunde, muitas vezes, até mesmo com nossa oração.

Iniciamos o Advento do Ano Litúrgico(ano C) no qual leremos o Evangelho de São Lucas, o Evangelho da Misericórdia, da Parábola do Fariseu e do Publicano. Nada mais contrário ao espírito do Advento e do Natal que a atitude farisaica daquele homem que, no templo, de pé, pensava estar diante de Deus orando, mas que só se encontrava diante da DISTÂNCIA que o tornava diferente do publicano, ou seja, diante do seu orgulho. Não se relacionava senão consigo mesmo, não se dirigia senão aos seus poderes, ao seus carismas, á sua gnose que tudo filtrava.

CUR DEUS HOMO? O Advento nos ensina que nossa esperança deve ser contra toda a esperança farisaica, esperança de grandiosidade, de poder, de auto-satisfação, de orgulho, mas esperança de plenitude oculta, de fecundidade invisível que se manifestam por detrás de banalidade, da trivialidade, da repetição de nosso dia a dia; que se tornam presentes nos textos litúrgicos celebrados e vividos com unção e autenticidade, apontando para o Deus-criança que nasce na gruta de Belém, para assumir por amor, inteiramente por amor, a nossa condição.

Celebrar o Advento é assumir integralmente este mistério da misericórdia e da Salvação que Deus nos propõe por amor, é viver plena e “agostinianamente” a esperança, ou seja, a vida da vida enquanto peregrinamos na carne.

I Domingo do Advento – Homilia do Papa Bento XVI




Queridos irmãos e irmãs,


Com esta celebração vespertina, o Senhor nos dá a graça e a alegria de abrir o novo Ano Litúrgico iniciando da sua primeira etapa: o Advento, o período que faz memória davinda de Deus entre nós. Cada início trás consigo uma graça particular, porque bendiz ao Senhor.


Neste Advento nos será dado, mais uma vez, fazer experiência da proximidade Daquele que criou o mundo, que conduz a história e que cuida de nós chegando até a se fazer um de nós. Este mistério grande e fascinante do Deus conosco, também de Deus que se faz um de nós, celebraremos nas próximas semanas caminhando para o santo Natal. Durante o tempo do Advento sentiremos a Igreja que nos toma pela mão e, qual imagem de Maria Santíssima, expressa sua maternidade fazendo-nos experimentar a espera alegre da vinda do Senhor, que a todos nós envolve com seu amor que salva e consola.


Enquanto os nossos corações se propendem para a celebração anual do nascimento de Cristo, a liturgia da Igreja orienta o nosso olhar para a meta definitiva: ao encontro com o Senhor que virá no esplendor da glória. Por isso nós que, em cada Eucaristia, “anunciamos sua morte, proclamando sua ressurreição na espera de sua vinda”, vigiamos em oração. A liturgia não para de nos encorajar e de nos sustentar, colocando em nossos lábios, nos dias do Advento, o grito com o qual se fecha totalmente a Sagrada Escritura, na última página do Apocalipse de São João: “Vinde, Senhor Jesus!”(22, 20).




Queridos irmãos e irmãs, o nosso reunir nesta tarde para iniciar a caminhada do Advento se enriquece de um outro motivo importante: com toda a Igreja, queremos celebrar solenemente uma vigília pela vida nascente. Desejo exprimir meu agradecimento a todos aqueles que aderiram e àqueles que se dedicam de modo específico no acolhimento e proteção da vida humana nas diversas situações de fragilidade, particularmente em seu início e em seus primeiros passos.


É próprio do início do Ano Litúrgico nos fazer viver novamente a espera de Deus que se faz carne no ventre da Virgem Maria, de Deus que se faz pequeno, se torna criança; nos fala da vinda de um Deus próximo, que quis vivenciar a vida do homem, do início ao fim, para salvá-lo totalmente, plenamente. E assim o mistério da Encarnação do Senhor e o início da vida humana são intimamente e harmonicamente coligados entre eles dentro do único desejo salvífico de Deus, Senhor da vida de todos e de cada um. A Encarnação nos revela com intensa luz e de modo surpreendente que cada vida humana tem uma dignidade altíssima, incomparável.


O homem apresenta uma originalidade inconfundível em relação a todos os outros seres viventes que povoam a terra. Apresenta-se como sujeito único e singular, dotado de inteligência e vontade livre, também composto de realidade material. Vive simultaneamente e inseparavelmente na dimensão espiritual e na dimensão corpórea. Isso também é sugerido pelo texto da Primeira Leitura da Carta aos Tessalonicenses que foi proclamada: “O Deus da paz vos conceda santidade perfeita; e que o vosso ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo sejam guardados de modo irrepreensível para o dia da Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo,” (5, 23). Sejamos pois espírito, alma e corpo. Sejamos parte de nosso mundo, entregues à possibilidade e aos limites da condição material; ao mesmo tempo sejamos abertos sob um horizonte infinito, capaz de dialogar com Deus e tender a Ele, verdade, bondade e beleza absoluta. Saboreamos fragmentos de vida e de felicidade e anelamos à plenitude total;


Deus nos ama de modo profundo, total, sem distinção; nos chama à amizade com Ele; nos faz participantes de uma realidade acima de qualquer imaginação e de cada pensamento e palavra: a sua mesma vida divina. Com comoção e gratidão tomemos consciência do valor, da dignidade incomparável de cada pessoa humana e da grande responsabilidade que temos para com todos. “ Cristo, que é o novo Adão – afirma o Concílio Vaticano II, na mesma revelação do mistério do Pai e de seu amor, manifesta plenamente o homem ao próprio homem e lhe descobre sua altíssima vocação... Com sua encarnação o Filho de Deus se uniu de certo modo a cada homem” (Const. Gaudiu et Spes, 22).


Acreditar em Jesus Cristo comporta também ter um olhar novo sobre o homem, um olhar de confiança, de esperança. Além disso, a própria experiência e a reta razão mostram que o ser humano é um sujeito capaz de entender, de querer, autoconsciente e livre, único e insubstituível, ápice de todas as realidades terrenas, que deve ser reconhecido como um valor em si mesmo e merece ser sempre acolhido com respeito e amor. Ele tem o direito de não ser tratado como um objeto a ser possuído ou como algo que você pode manipular como quer, de não ser reduzido a um mero instrumento para o benefício de outros e de seus interesses. A pessoa é um bem em si mesmo e é necessário procurar sempre o seu desenvolvimento integral. O Amor pelo próximo, se é sincero, tende naturalmente a ter uma atenção preferencial pelos mais fracos e mais pobres. Nesta linha, se insere a solicitude da Igreja pela vida do nascituro, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos e pela escuridão da consciência. A Igreja continuamente reitera o que declarou o Concílio Vaticano II contra o aborto e todas as violações contra a vida dos nascituros: “A vida uma vez concebida deve ser protegida com o máximo cuidado” (ibid., n. 51).


Há tendências culturais que buscam anestesiar as consciências com subterfúgios. No que diz respeito ao embrião no útero materno, a ciência mesma coloca em vidência a autonomia capaz de interação com a mãe, a coordenação dos processos biológicos, a continuidade do desenvolvimento, a crescente complexidade do organismo. Não se trata de um acúmulo de material biológico, mas de um novo ser, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo indivíduo da espécie humana. Assim foi Jesus no ventre de Maria; assim foi para cada um de nós no ventre da mãe. Com o antigo escritor cristão Tertuliano, podemos afirmar: “É já um homem aquele que o será” (Apologia, IX, 8); não há razão para não considerá-lo pessoa desde a sua concepção.


Infelizmente, mesmo após o nascimento, a vida das crianças continua a ser exposta ao abandono, à fome, à miséria, à doença, aos abusos, à violência, à exploração. As muitas violações dos seus direitos que são cometidas no mundo ferem gravemente a consciência de cada homem de boa vontade. Diante do triste panorama de injustiças cometidas contra a vida do homem, antes e após o nascimento, faço meu o apaixonado apelo do Papa João Paulo II à responsabilidade de todos e de cada um: “Respeite, proteja, ame e sirva a vida, cada vida humana! Somente nesta estrada você poderá encontrar justiça, desenvolvimento, liberdade verdadeira, paz e felicidade” (Encíclica Evangelium vitae, 5). Exorto os protagonistas da política, da economia, das comunicações sociais a fazerem tudo que está ao seu alcance para promover uma cultura que respeite sempre a vida humana, que proporcione condições favoráveis e redes de apoio ao acolhimento e ao desenvolvimento da mesma.


À Virgem Maria, que acolheu o Filho de Deus feito homem com a sua fé, com o seu ventre materno, com carinho, com o acompanhamento solidário e vibrante de amor, confiamos a oração e o compromisso em favor da vida nascente. Nós o fazemos na liturgia - que é o lugar onde vivemos a verdade e onde a verdade vive conosco - adorando a divina Eucaristia, na qual contemplamos o Corpo de Cristo, o Corpo que se encarnou em Maria por obra do Espírito Santo, e dela nasceu em Belém para a nossa salvação. Ave verum Corpus, natum de Maria Virgine!


Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

experimentando a misericórdia de Deus depois da queda





Se percorrermos as Santas Escrituras, descobriremos constantemente que a presença da misericórdia de Deus: "enche a terra", estende-se a todos os seus filhos; rodeia-nos, antecede-nos, multiplica-se para nos ajudar, e foi continuamente confirmada.

Ao ocupar-se de nós como Pai amoroso, Deus nos tem presentes em sua misericórdia: uma misericórdia suave, agradável como a nuvem que se desfaz em tempo de seca.

Jesus Cristo nos convida sempre mais a experimentar da misericórdia e vivê-la com nosso semelhante: "Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia" (Mt 5, 7). E em outra ocasião: "Sede misericordiosos, como vosso pai celestial é misericordioso" (Lc 6, 36).

Ficaram também muito gravadas em nós, entre tantas outras cenas do Evangelho, a clemência com a mulher adúltera, as parábolas do Pai Misericórdioso, da ovelha perdida e do devedor perdoado, a ressurreição do filho da viúva Naim (Lc 7, 11-17).

Morreu o filho único daquela pobre viúva, aquele que dava sentido à sua vida e podia ajudá-la na sua velhice. Mas Cristo não faz o milagre por justiça; Ele o faz por compaixão, porque se comove interiormente perante a dor humana.

Que segurança nos deve produzir a infinita compaixão do Senhor por nós! "Clamará por mim e eu o ouvirei, porque sou misericordioso" diz o Senhor na Palavra. É um convite, uma promessa que não deixará de cumprir. "Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançarmos a misericórdia e auxílio da graça no tempo oportuno" (Heb 4, 16).

Os inimigos da nossa santificação nada conseguirão, porque essa misericórdia de Deus nos protege por antecipado; e se por nossa culpa e fraqueza caímos, o Senhor nos socorre e nos levanta.

"São José Maria Escrivá dizia a um penitente certa vez:Outra queda..., e que queda!... Vais desesperar-te? Não: humilhar-te e recorrer, por Maria, tua Mãe, ao Amor Misericordioso de Jesus. - Um miserere e... coração ao alto! - Vamos!, começa de novo. (São Josemaria, Caminho, 711)


Santa Teresinha certa vez escreveu numa carta seus sentimentos por experimentar sua profunda fraqueza :"Reconheço-o, ó Senhor; sou muito fraca e todos os dias, faço disso uma nova experiência. Mas Jesus, dignai-Vos ensinar-me aquela ciência que me faz gloriar-me das minhas fraquezas. Esta é uma grande graça e só nela encontro a paz e o descanso do coração".

Jesus disse a uma vidente, a serva de Deus Josefa Mendez,apostola de seu divino Coração, essas palavras depois de uma queda:

"Não percas tempo em lamentações pelas tuas quedas. Prefiro uma alma que sorri sempre e faz o que puder para amar-Me.Preocupa-te de amar e não percas tempo.Quero ser amado. Se me amares, ser-te-á impossível ofender-Me. Se me amares de verdade, não terás medo de nada. Estás sempre no fundo do Meu Coração.O Meu Coração encontra consolação em perdoar. O meu Coração alegra-se em ver uma alma que não se perde em lamentos e dá-me glória se se refugiar prontamente em Mim. Eu olho para ela com amor e a minha ternura cresce.Eu sustentarei a tua fraqueza: Tu me amas e Eu te amo; tu és minha e Eu sou teu. Que queres mais?Quero-te sorridente. Quero-te ver na alegria e contente, porque fico honrado em ver-te em paz e na alegria . SE TU CAIRES MAIS UMA VEZ, LEVANTA-TE E AMA-ME DE NOVO E SEMPRE !"

Este é o amor de Deus para conosco ou seja, é o Amor que se antecipa a nós, vem á nosso encontro, é o amor que se debruça sobre a miséria do homem!

Como uma mãe ao ver a queda do filhinho corre apressada em sua direção estendendo-lhe os braços maternos,
assim nosso Deus nos socorre muito mais ardentemente, lança-se ao nosso encontro quando estamos caidos.

Deixemos que esta mão segura nos ajude a levantar, sempre...

domingo, 28 de novembro de 2010

Consagrados devem ser "Evangelho vivo" que responda ao mundo, afirma Bento XVI


fonte: acidigital


VATICANO, 26 Nov. 10 / 12:48 pm (ACI).- Em seu discurso aos participantes da Assembléia Geral da União dos Superiores Generais (USG) e da União Internacional das Superioras Gerais (UISG), o Papa Bento XVI assinalou hoje que os consagrados e consagradas devem ser "um Evangelho vivo" para responder assim aos desafios da sociedade e obter a contribuição que lhes é própria na Igreja.

"A renovação profunda da vida consagrada parte da centralidade da Palavra de Deus, e mais concretamente do Evangelho, regra suprema para todos vós", disse o Santo Padre esta manhã.

Seguidamente Bento XVI sublinhou que "o Evangelho vivido todos os dias é o elemento que dá encanto e beleza à vida consagrada e se apresenta ante o mundo como uma alternativa confiável. Disto tem necessidade a sociedade atual, isto espera a Igreja de vós: que sejais um Evangelho vivo".

Referindo-se a "outro aspecto fundamental da vida consagrada: a fraternidade", o Papa indicou que "a vida fraterna é um dos aspectos que mais procuram os jovens quando se aproximam de sua vida; é um elemento profético importante que oferecem em uma sociedade muito individualista".

Neste sentido assinalou que "é necessário um discernimento sério e constante para escutar o que o Espírito diz à comunidade, para reconhecer o que é do Senhor e o que é contrário ao. Sem discernimento, acompanhado pela oração e a reflexão, a vida consagrada corre o perigo de acomodar-se nos critérios deste mundo: o individualismo, o consumismo, o materialismo; critérios que debilitam a fraternidade e fazem que a própria vida consagrada perca seu encanto".

O Santo Padre destacou outro elemento: a missão. "Forma parte de sua identidade, os impulsiona a levar o Evangelho a todos, sem limites. A missão, apoiada por uma forte experiência de Deus, por uma formação sólida e pela vida fraterna em comunidade é uma chave para a compreensão e a revitalização da vida consagrada. Renovem sua presença nos areópagos atuais para anunciar, como fez São Paulo em Atenas, o Deus ‘desconhecido’".

Falando do problema da redução dos consagrados, especialmente na Europa, o Papa disse que "as dificuldades não devem nos fazer esquecer que a vida consagrada tem sua origem no Senhor, porque a quis para a construção e a santidade de sua Igreja, e portanto a Igreja nunca ficará privada dela".

Finalmente Bento XVI alentou a "caminhar na fé e na esperança" e pediu "um compromisso renovado na pastoral vocacional e na formação inicial e permanente".

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Um Deus que desce...


Na Encarnação Jesus,o Deus Santo, Forte e Imortal, desce...desce até nós, até nossa realidade tão conturbada e nesse instante a humanidade foi agraciada com a instauração do Reino de Deus no seio de sua história: JESUS é o Deus-Conosco!


Enquanto os homens buscam elevarem-se acima do que são, numa busca desenfreada pela tentação de nossos primeiros pais de "serem como Deus",surpreendentemente Deus tornou-se humano em Cristo para salvar.

Ele desce das alturas até a pobre humanidade.Ele desce para subir de novo, trazendo consigo todo o mundo arruinado. Isso nos faz pensar em um homem forte abaixando-se cada vez mais para colocar-se debaixo de um grande e complexo fardo.

Ele deve abaixar-se para o levantar, quase desaparecendo sob a carga, antes de endireitar incrivelmente as costas e seguir avante com toda a imensa massa balançando em seus ombros.

Deus faz na Encarnação o inaudito: O Todo Poderoso tornando-se matéria, entrando no tempo e no espaço, expondo-se a morte, tornando-se homem!

Mas o que atrai esse Deus imenso até o nosso nada?São Bernardo dizia: “Jesus, quem vos fez tão pequeno? O Amor!”

Sim, é o Amor que faz Deus vir até o abismo de nossa miséria e ergue-la...santa Teresinha dizia:“É próprio do amor abaixar-se, doar-se por inteiro até o fim.” É próprio do autêntico amor se dar até às últimas conseqüências, ao extremo (cf. Jo 13,1).

Que o Deus de Amor, que desce ao seu coração, encontre nele sua morada...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Amizade é sentimento nobre que a graça de Deus purifica, diz Papa


Acerca da relação fraterna entre Clara e São Francisco, o Papa abordou o tema da amizade:

"A amizade entre esses dois santos constitui um aspecto muito bonito e importante. De fato, quando duas almas puras e inflamadas pelo mesmo amor por Deus encontram-se, tiram da recíproca amizade um estímulo fortíssimo para percorrer a via da perfeição. A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura".

Santa Clara viveu no século XIII, em uma família nobre, mas preferiu dedicar-se totalmente ao serviço de Deus, segundo o modelo proposto por São Francisco. Apesar de ser superiora da comunidade, desejava servir as irmãs nos trabalhos mais humildes. "A caridade, de fato, supera todas as resistências e quem ama faz todos os sacrifícios com alegria", explicou o Santo Padre.

Canonizada apenas dois anos após seu falecimento, que aconteceu em 1255, Bento XVI citou os elogios que o Papa Alexandre IV escreveu na Bula de canonização de Santa Clara, na qual disse que, apesar de procurar o silêncio, a fama da santa gritava.

"E é exatamente assim, queridos amigos: são os santos aqueles que alteram o mundo para melhor, transformam-no de modo duradouro, incorporando as energia que somente o amor inspirado pelo Evangelho pode suscitar. Os santos são os grandes benfeitores da humanidade!", exclamou o Bispo de Roma.

Onde começa o amor?


Onde começa o amor? Começa no seio de nossas famílias.

E como começa? Começa rezando juntos, unidos.

A família que reza unida permanece unida.

E se permanecerem juntos, se amarão mutuamente, assim como Jesus ama cada um dos membros da família.

Para poder amar é necessário possuir um coração puro.

Teremos um coração puro se rezamos.

A oração é um contato e uma relação com Deus.

Escutaremos Deus em nossos corações e logo depois, falaremos com ele desde nossos corações.

Sentir e falar desde nosso coração: isto é a oração.

Porém onde nasce este amor e esta oração?

Nasce na família.

A família que reza unida permanece unida.

E se os membros da família permanecem unidos, se amarão recíprocamente, assim como Deus os ama individualmente.


(Bem-aventurada Madre Teresa de Calcutá)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Misericórdia é quando Deus entra na miséria do homem





Jesus convida os pecadores à mesa do Reino: "Não vim chamar justos, mas pecadores" (Mc 2,17). Convida-os à conversão, sem a qual não se pode entrar no Reino, mas mostrando-lhes, com palavras e atos, a misericórdia sem limites do Pai por eles e a imensa "alegria no céu por um único pecador que se arrepende" (Lc 15,7). A prova suprema deste amor ser o sacrifício de sua própria vida "em remissão dos pecados" (Mt 26.28).


Jesus escandalizou sobretudo porque identificou sua conduta misericordiosa para com os pecadores com a atitude do próprio Deus para com eles. Chegou ao ponto de dar a entender que, partilhando a mesa dos pecadores, os estava admitindo ao banquete messiânico. Mas foi particularmente ao perdoar os pecados que Jesus deixou as autoridades religiosas de Israel diante de um dilema. Foi isto que disseram com razão, cheios de espanto: Só Deus pode perdoar os pecados" (Mc 2,7). Ao perdoar os pecados, ou Jesus blasfema - pois é um homem que se iguala a Deus -, ou diz a verdade, e sua pessoa torna presente e revela o Nome de Deus.

O dinamismo da conversão e da penitência foi maravilhosamente descrito por Jesus na parábola do "filho pródigo", cujo centro é "O pai misericordioso": o fascínio de uma liberdade ilusória, o abandono da casa paterna; a extrema miséria em que se encontra o filho depois de esbanjar sua fortuna; a profunda humilhação de ver-se obrigado a cuidar dos porcos e, pior ainda, de querer matar a fome com a sua ração; a reflexão sobre os bens perdidos; o arrependimento e a decisão de declarar-se culpado diante do pai; o caminho de volta; o generoso acolhimento da parte do pai; a alegria do pai: tudo isso são traços específicos do processo de conversão. A bela túnica, o anel e o banquete da festa são símbolos desta nova vida, pura, digna, cheia de alegria, que é a vida do homem que volta a Deus e ao seio de sua família, que é a Igreja.

Só o coração de Cristo que conhece as profundezas do amor do Pai pôde revelar-nos o abismo de sua misericórdia de uma maneira tão simples e tão bela.

"Deus nos criou sem nós, mas não quis salvar-nos sem nós." (Santo Agostinho)
Ora, e isso é tremendo, este mar de misericórdia não pode penetrar em nosso coração enquanto não o deixarmos entrar e fazer Sua obra.

Ele quer entrar na sua vida, cabe a você abrir a porta do seu coração e deixar-se amar por este Deus Misericordioso.

domingo, 14 de novembro de 2010

Família da Misericórdia



"JÁ NÃO SABEMOS DE MAIS NADA, DE MAIS NADA QUEREMOS SABER, SENÃO CONHECERMOS, CADA DIA MAIS, JESUS CRISTO."

Vocação religiosa: Testemunho de Cristo





Há três vocações específicas na vida do cristão e cada homem, cada mulher, é chamado a uma delas.


Há a vocação sacerdotal, à qual são chamados os homens cuja missão é pastorear as ovelhas da Igreja, consagrar o Corpo de Cristo, representar Jesus no meio da humanidade.


Há a vocação leiga, à qual são chamados os homens e mulheres cuja missão é formar suas famílias e criar novos homens e novas mulheres, guiando, com suave firmeza, seus filhos no caminho rumo a Deus.


E há a vocação religiosa. A esse caminho são chamados os homens e mulheres cuja missão é servir a Deus e aos irmãos, vivendo uma vida de oração e trabalho em prol de toda a humanidade.




Consagrar a vida a Deus. Dedicar a Cristo toda a liberdade, todos os desejos, toda a vontade, toda a comodidade. Aos nossos olhos, contaminados pela superficialidade do mundo, isso pode parecer algo difícil, radical, árido. Difícil? Não há dúvida: nenhuma grande aventura segue por caminhos de pétalas – e não pode haver aventura maior do que partir em busca de Deus. Radical? Num certo sentido, sim, pois significa abandonar todo o excesso, todo o supérfluo para dedicar apenas ao que realmente vale a pena. Árido? Nunca: nada pode ser mais prazeroso e reconfortante do que a companhia de Deus. Assim é a vocação religiosa: a vocação assumida por monges,irmãos, irmãs.


Essa vocação é assumida por pessoas que se sentiram chamadas por Deus a doarem suas vidas por uma causa. Trata-se da consagração a Deus assumindo os votos de pobreza, castidade e obediência, ingressando numa Congregação ou Ordem Religiosa. Os religiosos e religiosas são os sinais visíveis do amor de Jesus Cristo pela sua Igreja e pelo mundo.




As congregações religiosas são mais de oitocentas (masculinas e femininas) e todas têm um carisma específico, deixado pelos fundadores. As Congregações podem ser apostólicas e contemplativas. As apostólicas estão inseridas nas atividades da Igreja, no meio da sociedade e do mundo. Atuam junto às paróquias, escolas, doentes, crianças, jovens, migrantes, pobres… As contemplativas reproduzem a dimensão de Cristo “orante”. São as pessoas chamadas a viverem nos mosteiros nos mais variados estilos.


Há vários carismas religiosos. Por exemplo, entre os homens há os franciscanos, os dominicanos, os irmãos maristas, os dehonianos, os redentoristas, os jesuítas, os salesianos, os legionários de Cristo, etc. Entre as mulheres há as carmelitas, as clarissas, as beneditinas, as camilianas, as concepcionistas, as filhas da Caridade, as mercedárias, etc.




O carisma da vida religiosa está orientado também para o mundo. É por causa do mundo. Demonstra o contraste com o mundo. Não é uma fuga, mas um compromisso. Os religiosos vivem, como testemunhas radicais de Jesus Cristo, como sinais visíveis de Cristo libertador, a total disponibilidade a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs, a total partilha dos bens, o amor sem exclusividades, a consagração a um carisma específico, numa comunidade fraterna.


Os Votos


Numa sociedade que privilegia o poder, o(a) religioso(a) responde com a obediência. O voto de obediência é um sinal de que homens e mulheres colocam-se numa atitude de dependência.


Numa sociedade profundamente erotizada, os religiosos vivem a castidade. O voto de castidade é a oferta oblativa da própria vida. É a entrega da força vital que é a sexualidade a uma causa nobre. Vive-se a castidade canalizando a energia fundamental para as obras proféticas geradoras de vida e de esperança nas comunidades cristãs.


Numa sociedade em que há apego demasiado às coisas materiais, e em que as pessoas valem por aquilo que elas têm e não por aquilo que são, os religiosos fazem o voto de pobreza para demonstrarem que o “ter” não é tudo na vida e sim apenas um instrumento. Falar em viver a pobreza, sem ter nada em seu nome, sem buscar ambições, é um sinal profético de contraste para a sociedade que privilegia o dinheiro e o ter coisas.




Dedicar-se a Cristo é a melhor escolha
“Estando Jesus em viagem, entrou numa aldeia, onde uma mulher, chamada Marta, o recebeu em sua casa. Tinha ela uma irmã por nome Maria, que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar. Marta, toda preocupada na lida da casa, veio a Jesus e disse:

- Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude.
Respondeu-lhe o Senhor:
- Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada.”
Lucas 10, 38-42